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RJ: PF prende PMs suspeitos de envolvimento com facções criminosas

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João Barbosa* - estagiário da Rádio Nacional
11/03/2026 - 10:41
Brasília
03/02/2026 - PF deflagra a 2ª fase da Operação Barco de Papel, para investigar crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão de recursos de instituição previdenciária. Foram cumpridos 3 mandados de prisão temporária e 9 mandados de busca e apreensão no Rio de janeiro e em Santa Catarina. Foto: Polícia Federal/Divulgação
© Polícia Federal/divulgação

Sete policiais militares foram presos na Operação Anomalia 3, deflagrada pela Polícia Federal no estado do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (11). A ação, que mira agentes suspeitos de envolvimento com milícias e facções criminosas, ocorreu em parceria com a Corregedoria da Polícia Militar. 

É o terceiro dia seguido de desdobramentos da ação comandada pela PF. Além das prisões, também foram expedidos sete mandados de busca e apreensão em diferentes bairros da cidade e nos municípios de Nova Iguaçu e Nilópolis, na Baixada Fluminense.

Segundo as investigações, os alvos da operação:

  • facilitavam a logística do tráfico e das milícias,
  • blindavam os criminosos,
  • além de colaborar na ocultação do proveito econômico ilícito, que configura crime de lavagem de dinheiro.

Integrando a Força Tarefa Missão Redentor 2 - o esforço conjunto da PF e do Supremo Tribunal Federal (STF) de combate ao crime organizado - a Operação Anomalia esteve em campo na segunda (9) e terça-feira (10), cumprindo mandados de prisão preventiva, inclusive para o delegado da própria PF, Fabrizio Romano, e do ex-subsecretário estadual de Defesa do Consumidor, Alessandro Carracena.

Os alvos da nova fase da Operação Anomalia vão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de capitais

Em nota, a Secretaria da Polícia Militar afirmou que não compactua com quaisquer desvios de conduta ou cometimento de crimes por seus integrantes. E informou que os acusados serão submetidos a processos administrativos disciplinares.

O STF determinou o imediato afastamento das funções públicas de todos os investigados.

*Sob supervisão de Vitória Elizabeth.

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