Uma investigação mirou advogados e consultores suspeitos de participar de um esquema de fraudes no ICMS em São Paulo. O rombo estimado é de R$ 3,8 bilhões. Ao todo, as irregularidades envolvem 752 empresas.

A Operação Distrato cumpriu, nesta quarta-feira (15), cerca de 40 mandados de busca e apreensão. As ações acontecem na capital paulista, em Campinas, Jundiaí e Ribeirão Preto, além de Londrina e Cambé, no Paraná.
Segundo as investigações, o esquema vendia créditos falsos de ICMS para que empresas pagassem menos impostos. Um dos alvos é o grupo ligado ao advogado Nelson Wilians, que já havia sido citado pela Polícia Federal, em setembro de 2025, por fraudes no INSS.
As investigações mostram que os escritórios ofereciam esses falsos créditos com desconto. Depois de fechar o acordo, a empresa parava de pagar o imposto e repassava até 70% do valor economizado para os golpistas como taxa de sucesso.
Para tentar enganar o fisco, o grupo usava contratos, procurações e até documentos fictícios.
Participam da operação a Secretaria da Fazenda, o Ministério Público paulista e as polícias Civil e Militar.
O que diz a defesa
Em nota, o escritório do advogado Nelson Williams afirmou que recebeu o cumprimento da medida de busca e apreensão com serenidade, transparência e absoluto espírito colaborativo, mantendo-se à disposição das autoridades competentes e atuando de forma proativa para o completo esclarecimento dos fatos.
*Notícia atualizada às 13h15 para inclusão de nota da defesa.