Os ônibus do Rio terão ações de combate à violência contra a mulher
O sistema municipal de ônibus da capital fluminense será integrado ao pacto "Ninguém se cala", iniciativa do Ministério Público do Rio de Janeiro voltada ao combate à violência contra a mulher.

A medida, anunciada pelo governo do estado, é fruto da parceria entre o MP e o Rio Ônibus, o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade.
O objetivo é integrar o transporte público à rede de prevenção, conscientização e acolhimento às mulheres, ampliando o alcance das políticas públicas de proteção.
Para o porta-voz e diretor de comunicação do Rio Ônibus, Paulo Valente, a parceria com o Ministério Público é histórica:
"Nós entendemos que a mobilidade urbana só é inclusiva quando é segura para todos. E isso não é um compromisso isolado, mas um pacto de cidadania que envolve toda a sociedade para garantir que cada mulher circule pela nossa cidade com tranquilidade e respeito. Nós vamos capacitar milhares de rodoviários para que os profissionais saibam identificar situações de violência, acolher as vítimas com empatia e encaminhar as denúncias de forma rápida e segura", diz.
Além da capacitação de motoristas e colaboradores das empresas de ônibus, informações sobre prevenção, canais de denúncia e direitos civis estarão disponíveis nos principais terminais da cidade.
Um dos terminais, na Barra da Tijuca, região sudoeste carioca, contará inclusive com espaço exclusivo para acolher mulheres em situação de violência.
Já nos coletivos, serão instalados selos com o slogan "Não é não, respeite a decisão", em referência ao protocolo oficial de combate estabelecido pelo governo do estado, e QR codes para acesso às orientações sobre prevenção, canais de denúncia e o aplicativo Rede Mulher, ferramenta que reúne serviços especializados, como o botão de pânico.
A promotora de justiça Isabela Jourdan explica que as ações da campanha colocam o transporte público como um local de cidadania:
"O Ministério Público se coloca na garantia de direitos, proteção à vítima e agente de transformação social. E garante assim o transporte coletivo como local de cidadania, garantia de direitos, de livre circulação e acesso a mulheres e meninas à participação social, cultura, esporte, lazer, trabalho e educação", aponta.
O planejamento é promover a articulação entre diferentes instituições para aumentar o acesso das mulheres a todos esses mecanismos de proteção.
*Sob supervisão de Vitória Elizabeth