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Polícia deflagra operação contra esquema de internet ilegal no RJ

Grupo criminoso explorava serviço na Ilha do Governador
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Tatiana Alves - repórter da Rádio Nacional
01/09/2026 - 12:52
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro (RJ), 11/07/2025 - Agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro - PCRJ. Foto: PCRJ/Divulgação
© PCRJ/Divulgação

Policiais da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) deflagraram, na manhã desta terça-feira  (1º), a Operação Sinal Livre. O alvo é um esquema do crime organizado que explorava de forma ilegal o serviço de internet na comunidade Boogie Woogie, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro.

De acordo com as investigações, a facção Terceiro Comando Puro (TCP) impôs o controle total do sinal na região. Para isso, o grupo expulsou empresas legalizadas e obrigou os moradores a contratarem apenas o serviço disponibilizado pelos criminosos. 

Ao todo, os agentes cumprem oito mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos suspeitos de comandar o sistema ilegal. O inquérito aponta que dois provedores são investigados por agirem em parceria com integrantes do TCP para criar um monopólio. Técnicos das grandes operadoras eram ameaçados e barrados de entrar na comunidade para instalar ou consertar as redes. Enquanto isso, os bandidos cortavam cabos e destruíam os equipamentos das concessionárias. A polícia já encontrou registros desse crime na região desde pelo menos 2022.

Com as redes oficiais danificadas, a população ficava sem opção. Os provedores ilegais ainda usavam cabos e aparelhos roubados das empresas regulares, material que nem sequer é vendido no comércio. Três homens foram identificados na estrutura. Um seria o dono de um dos provedores, outro administraria duas empresas de internet e o terceiro seria o responsável por impedir, de forma violenta, o trabalho dos técnicos. 

A investigação apura, ainda, um caso em que a administração de um condomínio foi forçada a aceitar o serviço, depois que funcionários do provedor apareceram escoltados por traficantes armados. Os suspeitos podem responder pelos crimes de receptação, atentado contra serviço de utilidade pública, interrupção de telecomunicações e associação criminosa.

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