Foram horas de terror que a Dinamarca não vai esquecer. Milhares de pessoas prestaram nesta segunda-feira (16) homenagens às vítimas dos atentados que aconteceram no último sábado em Copenhague, deixando flores e velas nos locais dos ataques.

Memoriais em homenagem às vítimas foram promovidos em várias cidades dinamarquesas. Ainda abaladas com o que aconteceu, as pessoas expressaram tristeza e revolta, e pediram mais tolerância.
O líder da comunidade judaica da Dinamarca, Dan Rosenberg, declarou que a ameaça terrorista não vai afastar os judeus do país. “Não deixaremos o terror ditar nossas vidas”, disse ele.
A primeira-ministra da Dinamarca, Helle Thorning-Schmidt, declarou que a nação não aceitará qualquer tentativa de ameaça às suas liberdades e direitos. A liberdade de expressão, ressaltou ela, é um valor fundamental da sociedade dinamarquesa.
A polícia anunciou nesta segunda-feira a prisão de dois suspeitos de aconselhar e apoiar o autor dos ataques. A capital continua sob estado de alerta e a segurança foi reforçada em vários pontos da cidade. As investigações continuam para identificar qualquer atividade terrorista organizada no país.
O suposto autor dos ataques que deixaram duas pessoas mortas e cinco policiais feridos, em Copenhague, tinha 22 anos, era nascido na capital, e conhecido pelos serviços de segurança por seu histórico de assaltos e envolvimento com gangues.
Autoridades dinamarquesas acreditam que ele tenha se inspirado nos atentados ocorridos em Paris, em Janeiro. O jovem foi morto no domingo, após ser perseguido pela polícia.