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Internacional

Israel estende prisão de ativista brasileiro por seis dias

Defesa afirma falta de provas e questiona legalidade da detenção
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Gabriel Brum - Repórter da Rádio Nacional
05/05/2026 - 11:20
Brasília
São Paulo (SP), 13/06/2025. O ativista Thiago Ávila durante a sua chegada no aeroporto de Guarulhos, após ser preso e deportado pelo exército israelense ao tentar desembarcar em Gaza. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
© Paulo Pinto/Agência Brasil

A prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila e do espanhol-palestino Saif Abukeshek foi estendida por mais seis dias, até domingo às nove horas da manhã, pela justiça israelense. A audiência foi nesta terça-feira. A informação é da ONG de Direitos Humanos Adalah, que atua em Israel, e a decisão foi publicada na página da flotilha Global Sumud.

De acordo com o informe, as advogadas que representam os ativistas afirmaram na audiência que as acusações não têm fundamentos nem elementos que sustentem a detenção contínua. Na audiência anterior, foi apresentada apenas a lista de supostos crimes, como apoio à “organização terrorista”.

A equipe de defesa ressaltou que não existe ligação entre o fornecimento de ajuda a uma população civil por meio de uma flotilha humanitária e qualquer “organização terrorista”. Além disso, como eles foram sequestrados a mais de mil quilômetros de Gaza e não são cidadãos israelenses, a legislação israelense não se aplica a eles.

Apesar disso, o juiz decidiu pela prorrogação com base em provas sigilosas, que não foram apresentadas à defesa, afirmou a ONG.

As embarcações da missão humanitária foram interceptadas por Israel em águas internacionais, na última quarta-feira, nas proximidades da Grécia. Thiago Ávila e Saif Abukeshek foram levados para prisão em Askalan, cidade na costa de Israel, próxima à fronteira Norte de Gaza. Os relatos são de que sofreram tortura e espancamentos.

Há uma campanha nas redes sociais para que cidadãos do Brasil, Espanha e Suécia – Saif também tem cidadania sueca – pressionem Israel a liberar os ativistas.

Em nota no fim de semana, os governos do Brasil e da Espanha condenaram o sequestro de dois cidadãos em águas internacionais por parte do Governo de Israel e exigiram a liberdade dos dois. Afirmaram que é uma ação flagrantemente ilegal e uma afronta ao Direito Internacional e configura delito nas respectivas jurisdições.

Desde o início da invasão israelense em Gaza, em 7 de outubro de 2023, 72.615 pessoas foram mortas, 3 nas últimas 24 horas, e mais de 170 mil foram feridas, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza.

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