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Internacional

Surto de Ebola no Congo já matou 17 pessoas, segundo OMS

Ainda existem mais de mil casos suspeitos e 238 mortes em investigação
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Gabriel Brum - repórter da Rádio Nacional
27/05/2026 - 15:52
Brasília
Red Cross workers wearing personal protective equipment (PPE) disinfect the house of an unidentified man who died of Ebola before retrieving his body, as aid agencies intensify efforts to contain a new Ebola outbreak involving the Bundibugyo strain, in Quartier Shuni 1, a residential sector in Mongbwalu, Djugu Territory of Ituri province, Democratic Republic of Congo, May 24, 2026. REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere     TPX IMAGES OF THE DAY
© REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere/ Proibido reprodução

O surto de Ebola na República Democrática do Congo já matou 17 pessoas até esta quarta-feira (27), segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Foram confirmados 121 casos da doença no país. Existem ainda 1.077 casos suspeitos e 238 possíveis mortes pela doença.

Os dados mostram a persistência da epidemia, avaliada pelo diretor-geral da OMS como “profundamente preocupante”, porque está se espalhando rapidamente. No último dia 17, a instituição declarou o surto como emergência de saúde global.

A médica Carolina Lázari, da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial, destaca que a preocupação da OMS com uma epidemia regional se deve à fragilidade da região.

"É uma região fronteiriça, com uma grande permeabilidade dessas fronteiras, ou seja, há transito de pessoas entre os países sem controle. É região de conflito armado, de vulnerabilidade social, então isso dificulta tanto o acesso das pessoas aos serviços de saúde para receber diagnóstico e medidas de isolamento como também o deslocamento e o acesso das equipes de saúde às comunidades para monitorar contatos e estabelecer medidas de contenção".

A médica diz que o ebola tem alta letalidade e a transmissão acontece por meio de contato próximo, e não pelo ar. Por isso, o risco de uma pandemia, como foi com a covid-19, é baixo.

Brasil não tem registro da doença

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil não tem registro da doença. Mesmo assim, o país ativou o Plano de Contingência Nacional para Febres Hemorrágicas Virais. Com isso, intensificou a vigilância, especialmente em pessoas que estiveram no Congo e na Uganda, onde também foram registrados casos nos últimos dias.

O plano prevê a identificação precoce de eventuais casos suspeitos, notificação imediata, isolamento e monitoramento do paciente. Mas não deve adotar fechamento de fronteiras nem restrições a viagens e comércio.

 

*Com produção de Lygia Maria
 

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