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Internacional

Sete entidades manifestam apoio ao STF após ofensas de Milei

Presidente da Argentina atacou Lula e Moraes durante convenção do PL
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Pedro Lacerda - Repórter da Rádio Nacional
28/07/2026 - 19:08
Brasília
FILE PHOTO: Argentina's President Javier Milei walks outside the Buenos Aires Metropolitan Cathedral on the day of the traditional Te Deum to commemorate the 216th anniversary of the May Revolution, in Buenos Aires, Argentina, May 25, 2026. REUTERS/ Tomas Cuesta/File Photo
© Reuters/Tomas Cuesta/Arquivo/Proibida reprodução

Sete entidades da magistratura e da comunidade jurídica divulgaram, nesta terça-feira (28), notas de apoio ao Supremo Tribunal Federal e ao ministro Alexandre de Moraes, em resposta às ofensas do presidente da Argentina, Javier Milei.

Assinam os manifestos a AMB, Associação dos Magistrados Brasileiros; a Ajufe, Associação dos Juízes Federais; a Anamatra, Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho; a Apamagis, Associação Paulista de Magistrados; o IASP, Instituto dos Advogados de São Paulo; a APMP, Associação Paulista do Ministério Público; e a Atricon, Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil.

As sete entidades repudiaram os ataques e defenderam a independência do Judiciário e a soberania das instituições brasileiras. A AMB destacou que divergências políticas não autorizam que autoridades estrangeiras ataquem magistrados ou questione a legitimidade das instituições brasileiras e cobrou respeito também à Justiça Eleitoral.

Já a Ajufe salientou que a ofensa recaiu sobre uma decisão tomada no exercício do cargo, e não sobre um indivíduo.

A Anamatra e a Apamagis reforçaram que críticas a decisões judiciais são legítimas em uma democracia, mas defenderam que elas devem respeitar os limites da urbanidade entre Estados soberanos. Já a APMP  lembrou  que Alexandre de Moraes integrou a instituição paulista antes de chegar ao Supremo. Para a Atricon, o episódio é incompatível com a independência entre os Poderes e demanda solidariedade ao ministro e à Corte.

No último sábado, o presidente argentino Javier Milei chamou o ministro Alexandre de Moraes de "lixo careca" durante a convenção do PL, em São Paulo, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Milei criticava a decisão que negou um pedido de visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.

Na ocasião, Milei também classificou ministros do STF como "ditadores" e chamou o presidente Lula de "presidiário. O governo brasileiro convocou o embaixador da Argentina em Brasília para prestar esclarecimentos, e a gestão argentina já sinalizou que não pretende recuar nem pedir desculpas.

Ainda no sábado, o presidente do STF, Edson Fachin, classificou a declaração como desrespeitosa e reafirmou a autonomia do Judiciário brasileiro perante autoridades estrangeiras.

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