PF apreende quase R$ 2 mi que deveriam ir para UPAs no Rio

Operação Favorito

Publicado em 16/05/2020 - 12:03 Por Fabiana Sampaio - Rio de Janeiro

A Operação Favorito deflagrada nesta quinta-feira (14) no Rio de Janeiro apreendeu quase R$ 2 milhões. Somente com um dos investigados, foram encontrados cerca de R$ 1,5 milhão, segundo o Ministério Público do Estado. A organização criminosa alvo da investigação teria desviado cerca de R$ 4 milhões em contratos de organizações sociais para a administração de Unidades de Pronto Atendimento no Rio.

 

A Operação foi realizada em conjunto pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, e Polícia Federal, com alvos diferentes. Na parte que cabe ao MP flumimense, foram cinco prisões, entre elas do ex-diretor de uma OS. A investigação aponta que valores repassados pela OS à empresa responsável pelo fornecimento de alimentação às unidades de saúde eram superfaturados, em benefício dos investigados. O promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção, Eduardo Santos, disse em entrevista coletiva que os desvios foram anteriores à pandemia do coronavírus, mas que eles certamente têm impacto na atual situação já que são recursos públicos que iriam para a saúde.

 

"É um cálculo de um período anterior à pandemia, mas certamente houve prejuízos ao atendimento, já que eram recursos que iram para as UPAs". 

 

Na parte da investigação a cargo do MPF, um dos alvos presos da operação é o ex-deputado estadual Paulo Melo. A Operação Favorito é desdobramento de outras operações, que investigaram crimes envolvendo Conselheiros do Tribunal de Contas e deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro em desvios de  contratos na área da saúde. Segundo o MPF, os mandados de prisão, busca e apreensão foram expedidos antes da crise do novo coronavírus, mas o preparo das diligências foi adiado devido à emergência na saúde e as recomendações de segurança.

 

O MPF afirma, no entanto, que com o prosseguimento das interceptações telefônicas e telemáticas, foi possível colher provas de que a organização persistiu com as práticas criminosas mesmo durante o agravamento da pandemia. Diante disso, a PF e o MPF pediram à Justiça que fossem cumpridos os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão já expedidos.


A defesa do ex-deputado Paulo Melo disse que sua prisão é absolutamente descabida e atemporal e que o inquérito policial, que apura possível conduta criminosa de outro investigado e supostas compras superfaturadas para montagem de hospital de campanha, nada tem a ver com o ex-parlamentar.

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