Tribunal ouve vítima do incêndio na Boate Kiss

Kátia Giane era funcionária do estabelecimento

Publicado em 01/12/2021 - 20:18 Por Dayana Vítor - Repórter da Rádio Nacional - Brasília

Começou nesta quarta-feira o julgamento que promete ser o mais longo já realizado pelo Poder Judiciário do Rio Grande do Sul. Estão no banco dos réus os quatro acusados de serem os responsáveis pela tragédia da Boate Kiss, que matou 242 pessoas e deixou mais de 600 feridas, em 27 de janeiro de 2013. São eles Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, sócios da Kiss, Marcelo de Jesus, vocalista da banda Gurizada Fandangueira e Luciano Bonilha, produtor musical, que inclusive passou mal antes do início da sessão.

Os quatro respondem por homicídio simples 242 vezes consumado, pelo número de mortos, e 636 vezes tentado, de acordo com o número de feridos. Pela manhã, foram analisados os pedidos das partes e sorteados os sete jurados. À tarde, as testemunhas começaram a ser ouvidas. A primeira foi a funcionária da boate Kátia Giane Pacheco Siqueira, que teve 40% do corpo queimado e ficou 46 dias internada. Kátia afirmou que, nos dias mais fracos, entre 300 e 400 pessoas frequentavam a boate. Já nos dias mais movimentados, como no dia da tragédia, eram cerca de mil pessoas.

Kátia afirmou que nunca tinha visto a banda Gurizada Fandangueira no local, mas que já havia presenciado o uso de artefatos pirotécnicos por outras bandas e por clientes. Ela ainda explicou que existiam barras de contenção em toda a Boate Kiss, inclusive na única saída.

Em uma segunda etapa do julgamento, será a vez dos debates com apresentação dos argumentos das defesas. Estão previstas nove horas para isso. Só depois, os jurados passarão para a votação em uma sala privada. Eles ficarão isolados até o final do Tribunal do Júri. As testemunhas, que também estão isoladas, serão liberadas logo após prestarem depoimento.

A tragédia na boate Kiss começou por volta das 3h15 do dia 27 de janeiro de 2013, quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira disparou um artefato pirotécnico que atingiu parte do teto do prédio, que pegou fogo. As chamas se alastraram provocando muita fumaça tóxica. A boate só tinha uma porta de saída. O Júri está sendo transmitido ao vivo pelo canal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul no YouTube.

Edição: Francisco Brasileiro Marques de Sousa Neto

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