A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou cinco pessoas pela morte da menina Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, que foi esmagada por um carro alegórico durante o desfile das escolas de samba do ano passado.

Todos os cinco vão responder por homicídio doloso. São eles: o presidente da escola de samba Em Cima da Hora, Flávio Azevedo da Silva, o presidente da Liga das Escolas de Samba da Série Ouro, Wallace Alves Palhares, o engenheiro técnico responsável pelo desfile, o coordenador da dispersão encarregado pelo acoplamento do carro alegórico, e o motorista reboquista.
O acidente aconteceu na madrugada do dia 20 de abril, quando a escola, que integra a Série A do carnaval do Rio, saía da Sapucaí, depois de desfilar. Raquel estava com familiares na área de dispersão quando foi imprensada entre o carro alegórico e um poste de energia. Ela foi socorrida e ficou internada por alguns dias, mas não resistiu. De acordo com o inquérito da Polícia Civil, uma série de erros e negligências possibilitou a morte da menina.
O veículo foi construído de forma inadequada e apresentava falta de manutenção, oferecendo riscos severos de acidente e incêndio. Além isso, estava acoplado de maneira incorreta. O relatório policial também aponta que foram descumpridas diversas normas técnicas, e houve falha na fiscalização feita pela liga organizadora do desfile para garantir a dispersão correta das alegorias.
A assessoria de imprensa da escola Em Cima da Hora declarou que a agremiação prefere não se manifestar sobre o caso e que tudo está sendo resolvido com as autoridades competentes e a LigaRJ. Já o presidente da Liga, Wallace Palhares ,não respondeu ao pedido de pronunciamento ate o fechamento desta reportagem.