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Justiça

Judiciário lança campanha que mostra fatores de risco para feminicídio

Metodologia usada é do pedagogo Paulo Freire
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Madson Euler - repórter da Rádio Nacional
14/11/2025 - 15:21
São Luís
Brasília (DF) 11/02/2025 – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) assinou, nesta terça-feira (11), acordo de cooperação com a plataforma de entregas iFood para combater a violência contra a mulher.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
© Joédson Alves/Agência Brasil

O Judiciário brasileiro lançou a campanha inédita de enfrentamento ao feminicídio durante o Fórum Nacional de Juízes e Juízas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, que acontece em São Luís, no Maranhão, até esta sexta-feira (14). 

Com o tema “Judiciário Pelo Fim do Feminicídio”, a campanha aposta na educação e na comunicação como ferramentas de conscientização na luta contra a violência doméstica, com base na metodologia da pergunta do pedagogo Paulo Freire

São propostos questionamentos e esclarecimentos às mulheres, de modo a favorecer a identificação de situações de possível risco que possam evoluir para o feminicídio. São 22 cards com mensagens trabalhadas em linguagem simples, acessível, para que qualquer pessoa seja capaz de identificar os fatores de risco de feminicídio.

O Presidente do Fórum, o juiz Francisco Tojal, falou que a violência contra a mulher é perversamente democrática, atinge todas as esferas sociais, mas que é nas camadas mais humildes e vulneráveis que encontra suas principais vítimas: mulheres pretas e das periferias. Daí a escolha da pedagogia de quem criou o método de educação tão democrático, como explica o magistrado.

"Uma grande estratégia de comunicação para disseminar em toda a comunidade a importância de prevenir, porque o feminicídio dá sinais. Não acontece de repente. Precisamos avançar, precisamos nos comunicar com a sociedade, precisamos desenvolver estratégias de prevenção ao feminicídio porque essa é uma tragédia anunciada".

A campanha “Judiciário Pelo Fim do Feminicídio” começa a ser veiculada em sites, portais, redes sociais e demais veículos de comunicação, como rádio e TV, a partir do próximo dia 20 de novembro, dentro do movimento nacional 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher. 

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