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Justiça

Moraes pede para marcar julgamento dos réus do caso Marielle Franco

Data para julgamento deve ocorrer em 2026
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Cristiane Ribeiro - da Rádio Nacional
05/12/2025 - 09:55
Rio de Janeiro
Brasília (DF), 21/10/2025 - Ministro Alexandre de Moraes durante sessão no STF de julgamento da Ação Penal 2694 -Núcleo 4 da trama golpista. Foto: Rosinei Coutinho/STF
© Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, liberou para julgamento a ação penal que trata do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018, no Rio de Janeiro.

Na decisão, o ministro, que é relator do processo, pediu ao presidente da Primeira Turma da Corte, Flávio Dino, o agendamento de uma data para sessão presencial. Segundo Moraes, o processo está pronto para ir a julgamento após ter sido finalizada a instrução e a entrega das últimas alegações do Ministério Público, da acusação e das defesas.

Análise fica para 2026

Devido ao período de recesso na Corte, que começa no próximo dia 19 e vai até 1° de fevereiro, o julgamento deve ocorrer em 2026.

São réus pela suposta participação no crime:

  • o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, Domingos Brazão,
  • seu irmão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão;
  • o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa;
  • o major da Policia Militar Ronald Alves de Paula; e
  • o ex-PM Robson Calixto, assessor de Domingos.

Todos estão presos preventivamente

Conforme a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, réu confesso de ter realizado os disparos de arma de fogo contra a vereadora, os irmãos Brazão e o delegado Vivaldo Barbosa atuaram como mandantes do crime.

De acordo com a investigação da Polícia Federal, o assassinato de Marielle está relacionado a atuação da parlamentar contrária aos interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão, que têm ligação com questões fundiárias em áreas controladas por milícias no Rio.

Nos depoimentos prestados durante a investigação, os acusados negaram participação no assassinato.

*Com informações da Agência Brasil.

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