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Justiça

PF colhe depoimentos em investigação envolvendo Banco Master e BRB

Oitivas ocorrem por determinação do ministro do STF Dias Toffoli
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Manuela Castro – repórter da TV Brasil
26/01/2026 - 20:31
Brasília
Brasília (DF), 19/11/2025 – Fachada do prédio do banco de Brasília (BRB).  Em março de 2025, o conselho do Banco BRB aprovou a compra de 58% do capital do Banco Master, valor estimado em R$ 2 bilhões.
O acordo previa que o BRB, uma sociedade de capital e controlada majoritariamente pelo Governo do Distrito Federal (GDF)
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
© Joédson Alves/Agência Brasil

A Polícia Federal iniciou, nesta segunda-feira (26), uma nova rodada de depoimentos no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da investigação que apura a compra de ativos do Banco Master pelo BRB, o Banco de Brasília. As oitivas ocorrem por determinação do ministro Dias Toffoli, relator do caso.

O primeiro a prestar depoimento foi Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB. Ele respondeu às perguntas dos investigadores, mas o conteúdo do depoimento não foi divulgado, em razão do sigilo processual.

Na sequência, estavam previstos os depoimentos de empresários ligados ao conglomerado do Banco Master e de executivos da instituição. Entre eles, Alberto Felix de Oliveira, superintendente executivo de Tesouraria do Master, que optou por permanecer em silêncio, exercendo o direito constitucional de não produzir provas contra si.

Os depoimentos de dois empresários do conglomerado do Banco Master, que também estavam previstos para a tarde desta segunda, deverão ser remarcados, a pedido das defesas, por falta de tempo para analisar o processo.

A agenda de depoimentos prossegue nesta terça-feira (27), com a oitiva de mais quatro investigados, incluindo dirigentes do BRB e do Banco Master, além de sócios da instituição financeira, alguns deles por videoconferência.

Investigação

A investigação apura suspeitas de irregularidades na negociação de carteiras de crédito envolvendo o BRB e o Banco Master, com possíveis crimes, como:

  • gestão fraudulenta de instituição financeira,
  • uso de informação privilegiada,
  • manipulação de mercado, e
  • lavagem de dinheiro.

O caso tramita no STF em razão da existência de investigado com prerrogativa de foro, que seria um deputado federal. As suspeitas de envolvimento do parlamentar, entretanto, ainda não se confirmaram.

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