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Justiça

Moraes determina prisão preventiva de Núcleo 4 da trama golpista

Sete foram condenados por espalhar fake news e atacar instituições
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Gésio Passos - repórter da Rádio Nacional
10/04/2026 - 19:10
Brasília
Brasília (DF), 11/09/2025 - O ministro Alexandre de Moraes durante sessão na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que realiza o quinto dia de julgamento dos réus do Núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou, nesta sexta-feira (10), a prisão preventiva dos sete condenados pelo Núcleo 4 da trama golpista, que fazia parte de uma organização criminosa comandada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

A medida foi determinada após o trânsito em julgado do processo, ou seja, quando não há mais a possibilidade de apresentação de recursos.

Esse núcleo foi condenado por ser o responsável por disseminar notícias falsas sobre o processo eleitoral e atacar instituições públicas e autoridades, contribuindo para a articulação golpista.

O Exército prendeu, ainda nesta sexta, o major da reserva Ângelo Martins Denicoli, condenado a 17 anos de prisão; o subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues, que deve cumprir pena de 14 anos; e o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida, que deve ficar preso por 13 anos e seis meses.

O policial federal Marcelo Araújo Bormevet já estava preso preventivamente e vai cumprir pena definitiva de 14 anos e seis meses de detenção.

O coronel do Exército Reginaldo Vieira de Abreu ainda não foi preso, porque fugiu para os Estados Unidos. Ele foi condenado a 15 anos e seis meses de prisão.

Já o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, é considerado foragido desde dezembro de 2025, quando foi alvo de pedido de prisão preventiva. Sua condenação é de 7 anos e seis meses em regime semiaberto.

Ainda não há informações sobre o cumprimento da prisão do major da reserva Ailton Gonçalves Moraes Barros. Ele foi condenado a 13 anos de prisão em regime fechado.

Os cinco réus militares e o policial federal foram condenados pela 1ª Turma do STF pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Já Carlos Cesar Moretzsohn Rocha foi sentenciado por organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

*Com informações da Agência Brasil

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