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Justiça

Caso Henry Borel: julgamento é retomado com testemunhas de Monique

Mãe e padrasto são acusados pela morte do menino de 4 anos
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Gabriel Brum - repórter da Rádio Nacional
30/05/2026 - 15:30
Brasília
Rio de Janeiro (RJ), 23/03/2026 – A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros e advogados de defesa durante Tribunal do Júri, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil

O julgamento do assassinato do menino Henry Borel é retomado com as testemunhas de defesa de Monique Medeiros neste sábado (30). É o sexto dia do Tribunal do Júri, em que ela, mãe de Henry, e o ex-vereador do Rio de Janeiro, Dr. Jairinho, respondem pelo crime.

Nesta sexta, os jurados terminaram de ouvir as testemunhas de acusação. O último a depor foi o pai de Henry, Leniel Borel, que terminou de falar às 4h15 desta madrugada.

Disse que passou a acreditar na possibilidade de o crime ter sido premeditado quando teve acesso a novas informações depois da investigação. Ele contou ainda que numa das vezes em que foi deixar o filho de 4 anos com a mãe, o menino não queria ir e chegou a ter ânsia de vômito de tanto nervosismo.

O advogado Cristiano Medina, que auxilia a acusação, comentou, neste sábado, o depoimento dos médicos-legistas, que apontaram que o menino morreu por causa de agressões.

"Ontem, os médicos legistas provaram cientificamente que Henry foi lesionado e morto no período em que estava com o casal".

Os advogados de Jairinho defenderam a tese de que foram as seguidas manobras de ressuscitação que causaram a laceração hepática e a hemorragia. Tese negada pelo médico legista, Luiz Carlos Leal Prestes.

A defesa ainda questionou o grande número de laudos elaborados após a morte do menino e o desaparecimento de um exame de raio-x que apontaria um pneumotórax.

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