Mudanças climáticas afetam política monetária, diz Roberto Campos

Publicado em 03/11/2021 - 20:52 Por Daniella Longuinho - Repórter da Rádio Nacional - Brasília

As mudanças climáticas entraram nas análises de risco dos bancos centrais por afetarem a política monetária e também a estabilidade dos preços. A declaração foi dada pelo presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, nesta quarta-feira, durante apresentação, por videoconferência, sobre a agenda de sustentabilidade da instituição na Cúpula do Clima das Nações Unidas, a COP26.

Campos Neto também destacou os estágios de conscientização para o futuro de uma economia verde, que, segundo ele, passam pela produção e demanda por fontes renováveis de energia, como a hídrica, a solar, a eólica e a de biomassa; a produção agrícola limpa e as finanças sustentáveis.

Recentemente, o governo federal lançou o Programa Nacional de Crescimento Verde, proposta para atrair investimentos do mercado mundial, gerar empregos sustentáveis e unir instituições para priorizar essa política pública.

Na avaliação do presidente do Banco Central, a transição para uma economia verde ainda depende da situação energética do país e do mundo, do cenário pós-pandêmico e dos efeitos das mudanças climáticas na economia.

A gestão adequada de risco e a transparência nas informações a respeito da produção verde também foram defendidas por Campos Neto como funções dos bancos centrais para ajudar no desenvolvimento desse novo sistema financeiro, com um mercado de capitais que avance na oferta de produtos vinculados aos títulos verdes.

*Com informações da Agência Brasil.

Edição: Sheily Noleto / Guilherme Strozi

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