Reino Unido e Argentina aprovam uso emergencial da vacina de Oxford

Fiocruz testa o imunizante e deve enviar pedido de registro em janeiro

Publicado em quinta-feira, 31 Dezembro, 2020 - 10:27 Por Victor Ribeiro - Brasília

O Reino Unido primeiro e, logo depois, a Argentina aprovaram nessa quarta-feira (30) a autorização para uso emergencial da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca. Foram os primeiros países a autorizarem o imunizante.

Aqui no Brasil, 10 mil voluntários participam do teste dessa vacina, com a supervisão da Fundação Oswaldo Cruz. Por isso, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, classificou o dia como histórico.

O Reino Unido, que tem 63 milhões de habitantes e, desde o dia 7, aplica na população a vacina da Pfizer/BioNTech, encomendou 100 milhões de doses do imunizante de Oxford, para garantir a vacinação de todos os seus habitantes.

Já a Argentina, com 43 milhões de moradores, começou nessa terça-feira a aplicar 24 milhões de doses da vacina Sputnik V, do Instituto Gamalea; comprou 10 milhões da Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan, e, agora, anunciou a compra de mais 22 milhões de doses da vacina de Oxford.

No Brasil, onde vivem 210 milhões de pessoas, o governo federal encomendou 100 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca e outras 40 milhões por meio do consórcio Covax Facility, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Por enquanto, a vacina mais provável de chegar por esse consórcio também é a de Oxford.

Nísia Trindade anunciou que a Fiocruz deve enviar até o dia 15 de janeiro o pedido de registro permanente dessa vacina para análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A expectativa da Fiocruz é de produzir as primeiras 1 milhão de doses na semana de 8 a 12 de fevereiro. A partir da semana seguinte, a meta passará a ser de 3 milhões e 500 mil doses por semana.

Os representantes da Anvisa se reuniram nessa quarta-feira com executivos do laboratório Pfizer. A agência reguladora mudou duas exigências para os fabricantes que quiserem fazer uso emergencial de vacinas no Brasil.

Com as novas regras, em vez de apresentar o cronograma completo de entrega das doses, agora basta os laboratórios informarem sobre a previsão de quantidade a ser entregue. E a agência autorizou que, no caso desse uso emergencial, o modelo do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido seja nacional ou o mesmo já usado em outros países, como a Inglaterra.

 

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