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Política

Henrique Pizzolato vai responder processo em liberdade

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Priscilla Mazenotti
29/10/2014 - 15:05
Brasília

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, considera que a negativa de extradição do ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolatto, abre um precedente em outros pedidos de extradição relativos à comunidade europeia.

 

Pizzolato, que tem dupla cidadania – brasileira e italiana – estava preso na Itália e foi solto depois da negativa de extradição com base na argumentação dos advogados de que as condições carcerárias aqui no Brasil são péssimas.

 

O procurador-geral disse que o governo brasileiro tentou demonstrar que presídios como o da Papuda, em Brasília, estariam em condições de receber o italiano.

 

Pizzolato foi condenado pela Justiça brasileira a 12 anos de prisão por corrução passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Fugiu para a Itália em setembro do ano passado, e estava preso, desde então, aguardando julgamento. Agora, poderá responder ao processo em liberdade.

 

O procurador-geral da República disse, ainda, que não há relação entre a negativa de extradição de Pizzolato com o fato do Brasil não ter devolvido Cesare Battisti à Itália. Battisti foi condenado à prisão perpétua pela Justiça italiana pelo assassinato de quatro pessoas na década de 70, na época em que era militante de esquerda.

 

O governo brasileiro vai recorrer da negativa de extradição de Pizzolato. Para isso, tem prazo de 15 dias. A advocacia-geral da União informou que, caso o recurso seja negado, o Brasil vai pedir formalmente à Itália o cumprimento da pena fixada pelo Supremo Tribunal Federal em território italiano e abertura de novo processo criminal na Itália pelos crimes cometidos por ele aqui no Brasil.
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Priscilla Mazenotti

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