O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, enviou nesta segunda-feira (28) ao Supremo Tribunal Federal (STF) documentos obtidos durante duas fases da operação, batizadas de Acarajé e Xepa.

Trata-se de uma lista de pagamentos que teriam sido feitos a cerca de 200 políticos. O material foi apreendido, no mês passado, em uma busca da Polícia Federal na casa de Benedicto Barbosa da Silva Júnior, um dos executivos da Odebrecht.
De acordo com Moro, a lista envolveria pagamentos a pessoas com foro por prerrogativa de função, como deputados e senadores, e, por isso foi remetida ao Supremo, instância responsável por esses processos. Mas, segundo o juiz, ainda não é possível avaliar a legalidade dos pagamentos.
Ao enviar as investigações, Moro pediu que os documentos sejam analisados com urgência e afirmou que o material apreendido estará à disposição do STF, da defesa e dos órgãos competentes na sede da Polícia Federal em Curitiba.
Na última quarta-feira, o juiz Sérgio Moro colocou a lista de pagamentos em segredo de justiça. A medida foi tomada após o documento ter sido anexado ao processo sobre as investigações da Lava Jato e divulgado pela imprensa.