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Política

Após depoimento de Marcelo Odebrecht, Temer e Dilma negam procedimentos irregulares

Depoimento ao TSE
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Lucas Pordeus León
03/03/2017 - 08:53
Brasília

Mesmo com a declaração sob sigilo da Justiça, a imprensa divulgou nessa quinta-feira (2) que Marcelo Odebrecht teria confirmado o pagamento de caixa 2 para a campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014. O empresário Marcelo Odebrecht prestou depoimento na quarta-feira (1º) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

A declaração do herdeiro do grupo Odebrecht é mais uma etapa do processo aberto no tribunal, a pedido do PSDB, que acusa a chapa vencedora de 2014 de abuso de poder político e econômico na disputa pela Presidência.

 

Em nota, o palácio do Planalto diz que o depoimento do empreiteiro confirma o que Michel Temer diz há meses. Que teve um encontro com o empresário, na época em que era vice-presidente, para tratar da campanha presidencial, mas que, na ocasião, não foram discutidos valores de doações eleitorais. Na nota, a Presidência confirma que a construtora Odebrecht deu mais de R$ 11 milhões para as campanhas do PMDB e que o valor foi declarado ao TSE.

 

Já a assessoria da ex-presidente Dilma Rousseff informou, também por nota, que todas as doações foram feitas de acordo com a legislação. Dilma também disse ser mentirosa a informação de que teria pedido recursos ao empresário Marcelo Odebrecht.

 

Condenado a mais de 19 anos de prisão por participação no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato, o ex-presidente da Odebrecht está preso em Curitiba desde junho de 2015. As delações premiadas dos ex-executivos da empresa estão sob sigilo decretado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

O ministro do TSE, Herman Benjamim, relator do processo que pede a cassação da chapa de Dilma e Temer, recolheu novos depoimentos de ex-diretores da Odebrecht nessa quinta-feira - e tem novas oitivas com ex-executivos da empresa na segunda-feira (6).

 

A assessoria do TSE informou que os vazamentos das informações não atrapalham o andamento da investigação, que deve ocorrer normalmente. Se o tribunal resolver cassar a chapa Dilma/Temer de 2014, um novo presidente seria escolhido pelo Congresso Nacional em eleição indireta.

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