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Política

Ao fim da votação, oposição pede Diretas; Imbassahy diz que pauta do Brasil é que interessa agora

Pós-denúncia
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Samanta do Carmo
03/08/2017 - 10:15
Brasília

Depois de encerrada a votação do relatório que sugeriu o arquivamento da denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer, pouco antes das 22h, a oposição saiu do plenário em coro pedindo Diretas, na tentativa de mostrar força.

 

O placar no plenário da Câmara dos Deputados garantiu que a investigação contra o presidente fique arquivada pelo menos até que ele deixe o cargo de presidente da República.

 

Mas a oposição se considerou vitoriosa. José Guimarães, líder da minoria, disse que a votação deixa claro que a governabilidade foi perdida.

 

Sonora: “Essa votação de hoje expôs de forma dramática a instabilidade que esse governo vai ter que enfrentar. Foi uma vitória. Porque ele ganhou. Mas é preciso que analisemos os números. Por que é importante ressaltar? O PSDB, a maioria votando com a oposição. O PSB, a maioria votando com a oposição. Pela atuação que tivemos nas últimas 48 horas, a oposição não sai derrotada. Ela sai forte, sai unida.”

 

O líder do PSDB, Ricardo Trípoli, disse que o partido segue na base do governo apesar da metade dos deputados tucanos ter votado pela admissibilidade da denúncia.

 

Sonora: “O que nós temos é que acolher a denúncia até porque não somos julgadores. O mérito dessa questão será decidido pelo STF. Não vejo nenhuma incoerência na postura do PSDB. Cada um exerce de forma democrática o exercício do seu mandato.”

 

Também do PSDB, Antonio Imbassahy, ministro da Secretaria de Governo e que foi exonerado para participar da votação comentou o resultado.

 

Sonora: “Esse resultado é um resultado extraordinário. Nós atravessamos com serenidade e equilíbrio. Os deputados de partidos da base se manifestaram em número reduzido a favor da continuidade do processo. Absolutamente normal isso. Importante agora é colocar a pauta que interessa ao Brasil. O resto não interessa.”

 

Além do PSDB, vários partidos da base, como o PR, o Solidariedade, o PP, o Democratas e até o PMDB, tiveram votos a favor da autorização para que o STF investigasse o presidente Michel Temer.

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