Deputados discutem efeitos de resultado favorável a Temer; 1º item da pauta é a reforma política
Manhã de quinta-feira (3) pouco agitada na Câmara dos Deputados. Muitos parlamentares já estão viajando para suas bases. Até o meio-dia, eram pouco mais de 300 os deputados presentes na Casa.

Os que estavam pela Câmara nesta manhã repercutiam o resultado da sessão plenária dessa quarta-feira (2) que arquivou temporariamente a denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer.
Passada a agitação da denúncia, agora a discussão é como o resultado da votação vai respingar nas reformas propostas pelo governo, principalmente a reforma política. O presidente da Comissão da Reforma Política, Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), diz que tudo vai depender das negociações.
Sonora: “Da mesma forma que tem que votou a favor da denúncia e vai votar pelas reformas, tem quem votou contra a denúncia e vai votar contra as reformas também. Isso vai depender de costurar, como eu disse, o presidente tem habilidade suficiente para costurar uma maioria.”
O deputado José Guimarães (PT-CE) confirma o esforço do Parlamento em discutir e aprovar a reforma política, mas em relação a outras reformas diz que o governo não terá fôlego no Congresso.
Sonora: “Parece que estão no mundo da lua, a esta altura do campeonato falar em PEC da Reforma da Previdência? A única reforma que nós vamos concentrar, a partir da próxima semana, foi o que combinamos com o presidente Rodrigo Maia, que é a reforma política. Essa que não é uma pauta de governo, é uma pauta do legislativo, e nós vamos discuti-la e aprová-la ainda na primeira quinzena de agosto.”
O presidente da câmara Rodrigo Maia está em São Paulo para um evento. O vice-presidente Fábio Ramalho afirmou que a reforma política é urgente para o Brasil e prioridade para a Casa. Uma reunião discutiria o tema nesta quinta-feira, mas foi cancelada.