Relator da reforma política teme que proposta fique no papel; partidos tentam acordo
A reforma política pode não sair do papel. Esse é o sentimento do relator da proposta deputado Vicente Cândido, do PT. O texto do deputado já sofreu uma série de alterações e foi encerrado nas comissões, mas desde a semana passada não avança no plenário. Foram dois adiamentos até agora.

O relatório que prevê o Distritão e o Fundo bilionário de campanha seria votado nessa terça-feira, mas a sessão plenária terminou sem acordo depois que deputados tentaram fatiar a votação da reforma e votar primeiro o Distritão. O presidente da câmara Rodrigo Maia alegou falta de quórum.
Apesar dessa previsão de Maia, a sessão prevista para esta manhã nem foi aberta. O Distritão estabelece o sistema majoritário de votação de deputados, sendo eleitos apenas os mais votados, como é hoje na eleição de senadores.
Os críticos a esse modelo dizem que ele fortalece os caciques da política e aumenta a probabilidade de eleição de políticos fenômenos, como artistas e personalidades. Além de dificultar a renovação na política e enfraquecer os partidos.
O financiamento público de campanhas é outro ponto de discórdia. Pelo texto atual, o fundo consumiria mais de R$ 3,5 bilhões já na eleição de 2018.