A discussão da reforma política está na pauta da Câmara dos deputados nesta semana, mas a falta de quórum ameaça a votação. Por se tratar de mudanças na constituição, qualquer proposta, para ser aprovada, precisa, no mínimo de 308 votos.

O presidente em exercício da Câmara, André Fufuca, garante a discussão do tema em plenário.
Sonora: "A minha missão é colocar em pauta, se vai aprovar, ou vai ser negada, depende dos parlamentares. Agora eu acredito que dependendo do quórum, ela tenha sim, efetivação, dê certo."
O texto com o maior consenso entre os deputados é o que prevê o fim das coligações e a criação de uma cláusula de desempenho que pode reduzir o número de partidos em funcionamento no país. A relatora, da proposta, deputada Shéridan, do PSDB, lamenta a falta de quórum.
Sonora: "O relatório foi entregue em tempo hábil, todos os prazos foram respeitados, agora independe da minha vontade. Eu relato a reforma política. Quem dá esse comando do timing das votações é a presidência da casa, são os nossos líderes de partidos. Vamos imaginar que o melhor tá sendo construído pra que a gente não possa parder tempo e o pior, perder a reforma."
A outra PEC que tramita na casa é a que sugere alterações no modelo eleitoral e um fundo público de campanhas. Com falta de consenso, a medida só deve ter fôlego para discussão a partir da semana que vem.