PMDB liderava grupo político que recebia propinas e distribuía cargos, diz Janot em denúncia

Denúncia da PGR

Publicado em 15/09/2017 - 09:38 Por Samanta do Carmo - Brasília

No núcleo político da organização, além do PMDB, estariam integrantes do PP e do PT, que já foram denunciados nas últimas semanas. 

 

De acordo com a investigação, o grupo chamado de PMDB da Câmara teria ganhado força em 2006 quando era discutida a prorrogação da CPMF e quando a cúpula do PT no Poder Executivo estava enfraquecida por causa do processo do mensalão.

 

De acordo com a investigação,  Michel Temer e Henrique Eduardo Alves negociaram a entrada do partido no governo Lula em troca da presidência de Furnas, da vice-presidência de Loterias da Caixa e da diretoria de Internacional da Petrobras, entre outros cargos.

 

O dinheiro era arrecadado com venda de leis e favorecimento de empresas em contratos fraudulentos, por exemplo.

 

Temer, junto com Henrique Eduardo Alves, seria o maior responsável pela divisão interna dos cargos. E por isso recebia parcela da propina arrecadada por Moreira Franco, Geddel Vieira Lima, Eliseu Padilha e Eduardo Cunha.

 

Segundo Janot, a rápida ascensão de Eduardo Cunha no PMDB ocorreu porque ele era incisivo na arrecadação de valores lícitos ou ilícitos.

 

Na denúncia, o procurador-geral argumenta ainda que o PMDB cobrava que o governo atuasse para barrar a Operação Lava Jato.

 

Respostas

 

Daniel Gerber – defesa do ministro Eliseu Padilha

“Sobre a denúncia por organização criminosa feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot ao Supremo Tribunal Federal, contra o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o advogado Daniel Gerber que defende o ministro afirma “Entendo como equivocada o oferecimento de uma denúncia com base em delações que estão sob suspeita, mas iremos demonstrar nos autos a inexistência da hipótese acusatória”.

 

Presidência da República - Secretaria Especial de Comunicação Social

“O procurador-geral da República continua sua marcha irresponsável para encobrir suas próprias falhas. Ignora deliberadamente as graves suspeitas que fragilizam as delações sobre as quais se baseou para formular a segunda denúncia contra o presidente da República, Michel Temer. Finge não ver os problemas de falta de credibilidade de testemunhas, a ausência de nexo entre as narrativas e as incoerências produzidas pela própria investigação, apressada e açodada.

Ao fazer esse movimento, tenta criar fatos para encobrir a necessidade urgente de investigação sobre pessoas que integraram sua equipe e em relação às quais há indícios consistentes de terem direcionado delações e, portanto, as investigações. Ao não cumprir com obrigações mínimas de cuidado e zelo em seu trabalho, por incompetência ou incúria, coloca em risco o instituto da delação premiada. Ao aceitar depoimentos falsos e mentirosos, instituiu a delação fraudada. Nela, o crime compensa. Embustes, ardis e falcatruas passaram a ser a regra para que se roube a tranquilidade institucional do país.

A segunda denúncia é recheada de absurdos. Fala de pagamentos em contas no exterior ao presidente sem demonstrar a existência de conta do presidente em outro país. Transforma contribuição lícita de campanha em ilícita, mistura fatos e confunde para tentar ganhar ares de verdade. É realismo fantástico em estado puro.

O presidente tem certeza de que, ao final de todo esse processo, prevalecerá a verdade e, não mais, versões, fantasias e ilações. O governo poderá então se dedicar ainda mais a enfrentar os problemas reais do Brasil.”

 

Moreira Franco

“Reitero que jamais participei de qualquer grupo para a prática do ilícito. Essa denúncia foi construída com a ajuda de delatores mentirosos que negociam benefícios e privilégios. Responderei de forma conclusiva quando tiver conhecimento do processo.”

 

 

 

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