MP afirma que "QG da Propina", do caso Crivella, recebeu R$ 50 milhões

Prefeito do Rio foi preso nesta terça, e se diz vítima de perseguição

Publicado em 22/12/2020 - 16:41 Por Tâmara Freire - Rio de Janeiro

O chamado QG da propina, esquema que cobrava por vantagens indevidas dadas a empresários pela Prefeitura do Rio de Janeiro, operava desde que Marcelo Crivella foi eleito em 2016, e foi montado já durante a campanha, de acordo com o Ministério Público Estadual.

Pelo menos R$ 50 milhões teriam sido pagos em propina ao longo desses anos, uma parte para o próprio prefeito.

Crivella foi preso nesta terça-feira, junto com outros cinco acusados de participar das negociatas. O ex-senador Eduardo Lopes também teve a prisão decretada pela desembargadora Rosa Helena Guita, mas como não ele está no Rio de Janeiro, a polícia aguarda a sua rendição.

Ao todo, 26 pessoas foram denunciadas. O subprocurador-geral de Justiça, Ricardo Ribeiro Martins, afirmou que todas as acusações são amparadas por provas obtidas com delatores e em operações anteriores. Acrescentou que a prisão ocorreu no momento adequado, apesar de Crivella estar a apenas nove dias de concluir o mandato.

Um dos presos é um empresário apontado como homem forte de Crivella na prefeitura. Ele tinha trânsito livre e até mesmo uma sala na empresa pública de turismo, além de indicar quadros do executivo municipal, apesar de não ter nenhum cargo. Ele seria o organizador do QG da propina, intermediando as negociações com empresários interessados em firmar contratos com a prefeitura ou se livrar de dívidas.

Somente uma dessas empresas, de planos de saúde, teria feito pagamentos mensais de propina que oscilavam entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões para obter contratos com o Executivo municipal. O esquema que começou na Riotur, teria se espalhado para órgãos municipais, de acordo com o subprocurador.

As primeiras informações sobre o esquema, segundo o Ministério Público, foram obtidas por meio de uma delação premiada de um doleiro, que teria lavado mais de R$ 11 milhões provenientes do esquema.

Duas operações para a colheita de provas foram realizadas em seguida, uma em março e outra em setembro, que teve Crivella como um dos alvos. Depois disso, outros delatores se apresentaram, e um deles afirmou que negociou as propinas com o próprio Crivella. Os investigadores encontraram, ainda, mensagens trocadas pelos acusados, comprovando o esquema.

O advogado de Crivella, Alberto Sampaio, foi procurado, mas não se pronunciou até o fechamento desta reportagem. Já o próprio Crivella afirmou, após sua prisão, que está sendo vítima de uma perseguição política.

Como o vice-prefeito do Rio morreu em 2018, quem assume o Executivo municipal até a posse do prefeito eleito, Eduardo Paes, é o presidente da Câmara dos Vereadores, Jorge Felippe.

 

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