CPI: Elcio Franco diz que não houve atraso na encomenda de vacinas

Ele detalhou as diferenças contratuais que envolveram os imunizantes

Publicado em 09/06/2021 - 16:25 Por Leandro Martins - Repórter da Rádio Nacional - Brasília

O ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Elcio Franco afirmou nesta quarta-feira (9), em depoimento à CPI da Pandemia no Senado, que não houve atraso na encomenda de vacinas para o Brasil. Franco, que atuou na gestão do ex-ministro da pasta Eduardo Pazuello, disse que sempre foi orientado para que adquirisse o maior número de doses de vacinas, no menor tempo possível, desde que o imunizante fosse aprovado pela Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Elcio Franco explicou que a assinatura do primeiro contrato para compra de vacinas CoronaVac só aconteceu em janeiro porque a pasta aguardava a conclusão da fase 3 dos testes clínicos, exigida pela Anvisa. Mas ressaltou que uma carta de intenções de compra do imunizante chinês foi emitida pelo Ministério da Saúde em outubro do ano passado. Ele detalhou as diferenças contratuais que envolveram as vacinas CoronaVac e AstraZeneca.

A reunião desta quarta da CPI começou com atraso, por causa de discussão sobre requerimentos.

Um deles, já aprovado, prevê uma acareação entre e a infectologista Luana Araújo, cotada para assumir um cargo no Ministério da Saúde e que esteve na Comissão semana passada, e a médica Franciele Francinato, coordenadora do Programa Nacional de Vacinação. Ela foi citada por ter recomendado que gestantes sejam vacinadas contra a covid. 

Também foi aprovado, por iniciativa do relator da CPI, Renan Calheiros, a reclassificação dos documentos que são enviados para a comissão como sigilosos. Ele argumentou que o sigilo de todas as informações dificulta o andamento da comissão.

Na sessão desta quarta, foram também votados requerimentos sobre a quebra de sigilo telefônico de diversas pessoas, entre elas, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, a secretária da pasta, Mayra Pinheiro, e o ex-assessor para assuntos internacionais da Presidência da República, Filipe Martins.

E nesta quinta-feira (10), a CPI da Pandemia deve ouvir o governador do Amazonas, Wilson Lima. Mas Lima pode não comparecer, se for deferido o pedido de habeas corpus feito por ele ao Supremo Tribunal Federal.

Edição: Bianca Paiva/ Renata Batista

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