O relator do processo do deputado Luís Miranda no Conselho de Ética da Câmara pediu, nesta quarta-feira, o adiamento da votação do parecer por uma sessão, isso logo após ouvir a defesa que o deputado fez no colegiado. Miranda é alvo de uma representação do PTB motivada pela denúncia que fez à CPI da Pandemia, no Senado, do suposto superfaturamento na compra da vacina Covaxin pelo governo federal.

O relator do caso é o deputado Gilberto Abramo, do Republicanos de Minas Gerais, que defendeu, no último dia 22 de setembro, a abertura da investigação contra Luís Miranda, do Democratas do Distrito Federal.
A representação argumenta que Miranda participou de um complô para prejudicar a imagem do presidente Jair Bolsonaro.
Ao apresentar a defesa nesta quarta-feira, Luís Miranda argumentou que apenas cumpriu o dever de informar sobre os indícios de irregularidades na compra da vacina
Ao pedir a abertura do processo contra Miranda, o relator Gilberto Abramo justificou que há dúvidas quanto a real intenção do parlamentar ao fazer a denúncia que, caso seja falsa, configuraria quebra de decoro. Após ouvir a defesa de Miranda, nesta quarta-feira, o relator pediu mais um prazo para avaliar o caso.
O Conselho de Ética também se reuniu para discutir uma representação contra o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, do PP do Paraná. O PSOL apresentou um pedido de investigação no Conselho contra Barros pela suposta participação dele no caso da compra da vacina Covaxin. Porém, o relator, Cezinha de Madureira, do PSD paulista, pediu mais uma semana para apresentar o parecer, apenas após analisar o relatório final da CPI da pandemia divulgado também nesta quarta-feira.