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Política

Senador Alessandro Vieira divulga relatório final do PL Antifacção

Texto prevê criação de fundo para combater crime com tributos da bets
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Priscilla Mazenotti - Repórter da Rádio Nacional
03/12/2025 - 13:41
Brasília
CPI do Crime Organizado (CPICRIME) realiza reunião para ouvir dois convidados. Os depoimentos colaboram com as investigações em andamento sobre o avanço do crime organizado no país. 

A finalidade da comissão é apurar a atuação, expansão e o funcionamento de organizações criminosas no território brasileiro, em especial de facções e milícias, de modo a permitir a identificação de soluções adequadas para o seu combate, especialmente por meio do aperfeiçoamento da legislação atualmente em vigor. 

Mesa: 
relator da CPICRIME, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). 

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
© Geraldo Magela/Agência Senado

No relatório do Projeto de Lei Antifacção, o relator, senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, propõe a criação de um fundo específico para o combate ao crime organizado. E o dinheiro desse fundo vai vir da Cide (Contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico), que será cobrado em cima das casas de apostas online. E será destinado exclusivamente para

  • inteligência,
  • integração, e
  • infraestrutura de presídios.

A previsão de arrecadação é R$ 30 bilhões.

"Pelo menos 60% desse valor é investido nos estados. O Fundo Nacional de Segurança passa a ter uma composição mais paritária. A gente traz cinco representantes dos estados, as cinco regiões estarão representadas, discutindo a aplicação desse recurso, mas dentro de limites claros da lei. No que toca a essa nova verba, esse dinheiro novo que está entrando, ele tem que ser usado especificamente para combater o crime organizado", aponta.

O senador também fez modificações na proposta vinda da Câmara sobre a divisão dos recursos apreendidos em operações conjuntas. Se antes esses recursos deveriam ser repartidos, agora a divisão, se vai para Fundo de Segurança Pública do Estado ou para o Fundo Nacional de Segurança Pública, vai depender da Justiça onde tramita a ação penal.

É criado também o tipo penal de facção criminosa, definido como aquele em que há atuação por controle territorial ou interestadual, com penas de até 30 anos de prisão, e a equiparação de milícia privada à facção criminosa. Além do aumento de penas para crimes como homicídio, lesão, roubo e estelionato, quando praticados por integrantes de facções criminosas ou milícias privadas. Segundo o senador, é uma resposta:

"O que a gente quer é entrega de resultado. Ferramentas mais ágeis de investigação, penas muitíssimo mais duras, processos um pouco mais rápidos e execução da pena também muito mais dura. É isso que a gente está garantindo com a legislação", diz.

O senador Alessandro Vieira disse que conversou nessa terça-feira (3) com o relator do texto na Câmara, o deputado Guilherme Derrite, sobre essas mudanças. Isso porque o texto tem de voltar para lá. Ele espera uma votação rápida, tanto na Comissão de Constituição e Justiça quanto no Plenário.

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