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Política

Senado aprova transferência automática de pensão alimentícia

PL que eleva penas de crimes sexuais contra menores também é aprovado
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Gésio Passos – Repórter da Rádio Nacional
07/07/2026 - 20:32
Brasília
Brasília (DF), 01/07/2026 - Plenário do Senado Federal durante sessão de debates temáticos destinada a discutir os impactos sociais, econômicos e produtivos da Proposta de Emenda à Constituição nº 221, de 2019, que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da chamada escala 6x1 no Brasil. A PEC, já aprovada na Câmara dos Deputados, diminui a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso, e estabelece implementação gradual da escala. Em discurso, à tribuna, senador Rogerio Marinho (PL-RN).
Mesa:
presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antônio Neto;
presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), João Galassi;
senador Paulo Paim (PT-RS);
4º secretário da Mesa do Senado Federal e presidente desta sessão, senador Laércio Oliveira (PP-SE); 
secretário-geral da mesa;
ministro de Estado do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho;
deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
© Edilson Rodrigues/Agência Senado

O Senado aprovou, nesta terça-feira (7), projeto de lei que permitirá que a pensão alimentícia seja transferida automaticamente para a conta do beneficiário, sem que haja necessidade de pedidos judiciais em caso de inadimplência.

Pela proposta, o pedido de transferência automática mensal pode ser feito em qualquer fase do cumprimento de sentença judicial. Os bancos devem realizar as transferências em datas definidas pela justiça. Caso não haja saldo suficiente na conta do devedor, os recursos serão congelados até o limite do valor da prestação em atraso.

A medida também poderá alcançar ativos financeiros de empresário individual, mesmo quando vinculados à atividade empresarial. A matéria segue para sanção presidencial.

Crimes sexuais contra menores

Outra proposta aprovada nesta terça foi a que aumenta as penas para diversos crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Uma das novidades é o agravante para o uso de inteligência artificial. A pena para quem adquire e armazena material fruto de violência sexual passa a ser de três a seis anos de prisão mais multa.

A proposta ainda cria a ronda virtual, que poderá ser feita pelas polícias para coletar arquivos relacionados a crimes sexuais contra menores em ambientes virtuais sem ordem judicial prévia. O texto também vai para sanção presidencial.

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