Relatório mostra avanço da tuberculose em comunidades do Rio

Publicado em 19/08/2020 - 16:49 Por Cristiana Ribeiro - Rio de Janeiro

Em meio à pandemia de covid -19, com as unidades e profissionais de saúde voltados para o atendimento aos milhares de contaminados no estado, os números da tuberculose chamam a atenção no Rio de Janeiro. Ao lado do Amazonas, Pará, Roraima e Acre, o Rio tem os maiores coeficientes de incidência da doença, de acordo com o boletim epidemiológico de 2020 do Ministério da Saúde.

Na cidade do Rio de Janeiro, os números são ainda mais alarmantes, com 56% de todos os casos de tuberculose notificados no estado. A capital fluminense é a segunda no país com a maior incidência da doença, e a terceira com o maior número de mortos por tuberculose.

 

Os principais sintomas da tuberculose são tosse, febre, suor noturno e dor no peito. O tratamento é feito com antibióticos e não pode ser interrompido até que o paciente fique curado.

 

Nesta semana, a Frente Parlamentar de Combate à Tuberculose da Câmara de Vereadores do Rio divulgou um relatório com dados de 2019 que mostram que a doença vem aumentando principalmente entre as comunidades que vivem de forma precária, como no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste, entre a população que vive em situação de rua, e nos grandes complexos de favelas, como Manguinhos, Alemão, Jacarezinho e Maré.

 O documento recomenda às autoridades de saúde do município o aumento da cobertura do serviço de atenção primária.

A Secretaria Municipal de Saúde informou, em nota, que o trabalho da Atenção Primária e da Vigilância em Saúde é contínuo, com as equipes monitorando e acompanhando casos em andamento e novas notificações.

A Secretaria de Saúde do estado reconhece que a tuberculose é um problema sério de saúde pública no Rio de Janeiro, porque é uma doença de transmissão respiratória. Ainda segundo a pasta, as características de ocupação da cidade, como as dezenas de comunidades, favorecem o contágio devido ao grande número de pessoas vivendo em espaços pequenos e sem circulação de ar.

O médico Alexandre Chieppe, da Secretaria de Saúde do estado, reconhece que este período de pandemia tem sido crítico para manter as ações de controle da tuberculose, por causa da necessidade do distanciamento social e dos muitos serviços assistenciais estarem funcionando de forma precária.

Baixe o spot da Campanha Nacional de Luta Contra a Tuberculose.

Edição: Ana Pimenta

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