Prefeitura do Rio libera público nos estádios, mas depois volta atrás

Ao revogar medida, prefeito disciplina diversas atividades na cidade

Publicado em 13/01/2021 - 13:32 Por Raquel Junia - Rio de Janeiro

Em poucas horas, a prefeitura do Rio decidiu liberar e depois voltou atrás e proibiu de novo o público nos estádios de futebol. A medida que liberava as arquibancadas com no máximo de 20% da capacidade estava prevista em uma resolução conjunta das secretarias de saúde do estado e do município do Rio sobre ações de enfrentamento à covid-19 publicada no diário oficial do município nesta quarta-feira (13).

Algumas horas depois, pelas redes sociais, o prefeito Eduardo Paes disse que a medida estava correta tecnicamente, no entanto, seria quase impossível de ser fiscalizada e, por isso, seria revogada. A resolução estabelecia uma liberação condicionada aos novos níveis de alerta elaborados pela prefeitura e definidos semanalmente para cada uma das 33 regiões administrativas da capital. 

No caso de o estádio ficar em região considerada de  risco alto, pelo texto, o público cairia para 10% e no último nível, risco muito alto, permaneceria proibida a presença dos torcedores. O infectologista e professor da UFRJ Alberto Chebabbo aponta que manter a possibilidade de público nos estádios seria de fato um erro nesse momento de curva ainda alta de transmissão do coronavírus, no Rio de Janeiro.

Ele avalia que a nova classificação de risco da prefeitura por regiões e consequente definição do que pode ou não funcionar é eficaz apenas para alguns tipos de atividade. Para o infectologista, a mesma avaliação vale para casas de shows e teatros, que também concentram pessoas de regiões diferentes da cidade e cujo funcionamento não deveria ainda ser liberado nesse momento.

A nova resolução também traz regras para essas atividades que até o momento estão mantidas. As boates e danceterias só ficarão fechadas em caso de risco muito alto e poderão abrir com 1/4  da capacidade, regras de distanciamento entre mesas, proibição de público em pé, sem música ao vivo e sem pista de dança, em caso de risco alto. Se a classificação for de risco moderado, o funcionamento pode ser com metade da capacidade e as mesmas regras.

A música ao vivo também fica vedada nos restaurantes e bares nos níveis alto e muito alto. Cinemas, teatros e casas de espetáculo tem regras que vão de metade da capacidade em caso de risco moderado até 1/4 na classificação de risco muito alto, com ampliação do horário de funcionamento e em risco muito alto, sem consumo de alimentos e bebidas.

Entre as diversas atividades sujeitas às novas regras, os supermercados, mercearias, padarias, farmácias, bancos e lotéricas poderão funcionar com 2/3 da capacidade na classificação de risco alto. Se a região for considerada de risco muito alto, a limitação será de metade da capacidade. Nas duas classificações de risco, os estabelecimentos devem priorizar serviços de entrega a domicílio e ampliar o horário de funcionamento.

Os shoppings e centros comerciais já devem obedecer limitação de público de 3/4 no nível moderado. Em região considerado de risco alto, a capacidade cai para 2/3 com ampliação do horário, e, em caso de risco muito alto, devem ficar fechados, apenas com serviço de entrega a domicílio. 

No mapa atual da cidade, 18 das 33 regiões foram classificadas como sendo de risco alto, o restante, de risco moderado. Segundo a prefeitura, o mapa será atualizado semanalmente e a nova classificação deve ser divulgada na próxima sexta-feira (15).

Edição: Joana Lima

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