logo Radioagência Nacional
Saúde

Cadastro para doação de medula óssea deve ser feito até 35 anos

Baixar
*Kariane Costa - Repórter da Rádio Nacional
14/07/2021 - 21:30
Brasília

Raquel Melo conta que há três anos foi diagnosticada com leucemia, um tipo de câncer. Como parte do tratamento dependeu da doação de sangue e plaquetas, depois passou por um transplante de medula óssea.

De uma hora para outra, a carioca de 33 anos se viu de doadora a paciente. Para ela, foi importante conhecer a quantidade de pessoas que precisam de doação.

O farmacêutico André Teixeira também passou pela experiência, mas como doador. Após o período de sigilo de 18 meses, ele finalmente conheceu o paciente, um adolescente de 17 anos que graças a ele já estava curado.

Para dar mais segurança nos transplantes de medula óssea, o Ministério da Saúde atualizou as normas do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea, chamado Redome.

O Registro é o terceiro maior do mundo deste tipo, com quase 5 milhões e meio de cadastros. Uma das mudanças se refere ao limite de idade para o cadastro. O doador só pode se cadastrar até os 35 anos. Antes, o doador podia se cadastrar até 55 anos de idade e o cadastro ficava ativo até os 60 anos.

Além da mudança na idade, foi melhorada também a tipagem de cadastro, que vai trazer mais informações do doador, aumentando assim, as chances de compatibilidade.

A médica hematologista Danielli Oliveira, Coordenadora Técnica do Redome diz que as mudanças geram mais segurança nos transplantes. Segundo ela, doadores mais jovens podem ser melhor e mais rápido para o processo de transplantes.

As mudanças incluem, ainda, um aumento de novos cadastros de doadores de medula óssea e uma reorganização na distribuição de cadastramento de doadores em cada Estado.

*Com produção de Daniel Lima.

x