O surgimento e avanço de novas variantes do coronavírus, principalmente a delta, devem manter em atenção os serviços de vigilância em saúde do país.

O alerta é da Fundação Oswaldo Cruz e está na nova edição do Boletim Observatório Covid-19, divulgado esta semana. Segundo o levantamento, a taxa de mortalidade por Covid-19 no país diminuiu 1,5% por dia na última semana, o menor patamar desde o início de 2021. Mas a situação é de preocupação.
Ao falar sobre o estudo, o infectologista Celso Ramos, da UFRJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro, destacou a importância da vacinação diante da ameaça imposta pelas novas cepas.
Apesar da queda na taxa de hospitalização e mortes, o estudo aponta um crescimento no número de casos confirmados de covid. Segundo a publicação da Fiocruz, na última semana houve aumento diário de 0,6% nos novos registros da doença, que oscilam no patamar de 30 mil diagnósticos por dia, o que os pesquisadores consideram preocupante. Avaliam que essa oscilação pode ser reflexo da retomada de muitas atividades, envolvendo a circulação de pessoas e o uso de transporte público, sem o distanciamento necessário.
O estudo também aponta um cenário positivo na ocupação dos leitos de terapia intensiva destinados a pacientes com covid-19 no SUS. Apenas Roraima está na zona de alerta crítico, com 84% das vagas de UTI ocupadas, enquanto Distrito Federal, Goiás, Paraná e Rio de Janeiro se encontram na zona de alerta intermediário. As demais unidades federativas apresentam menos de 50% de ocupação de leitos intensivos, ou seja, fora da classificação de alerta.
Entre as capitais, o Boletim Observatório covid-19 da Fiocruz aponta que 20 estão fora da zona de alerta. Já Boa Vista e Rio de Janeiro aparecem com "alerta crítico", enquanto em Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia e Brasília têm classificação de "alerta intermediário".