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Saúde

IBGE: 9% dos brasileiros convivem com algum tipo de deficiência

Por região, o maior percentual foi encontrado no Nordeste (9,9%)
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Solimar Luz* - Repórter da Rádio Nacional
26/08/2021 - 14:13
Rio de Janeiro
O Secretário Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marco Pellegrini, durante abertura das exposições itinerantes do Museu Memorial da Inclusão de São Paulo, na semana em que se comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.
© Antonio Cruz/Agência Brasil

Quase 9% dos brasileiros com dois anos ou mais convivem com algum tipo de deficiência, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, com dados de 2019, divulgada nesta quinta-feira (26) pelo IBGE.

Por região, o maior percentual foi encontrado no Nordeste (9,9%), seguido do Sudeste (8,1%), Sul (8%), Norte (7,7%) e Centro-Oeste (7,1%). O levantamento aponta, ainda, que todos os estados nordestinos tiveram percentuais de pessoas com deficiência acima da média nacional, com destaque para Sergipe (12,3%).

Outro destaque é a parcela da população com mais de 60 anos que enfrenta dificuldades para realizar atividades diárias, como comer, tomar banho, ir ao banheiro, se vestir, deitar ou levantar da cama sozinha. Todas as grandes regiões apresentaram níveis semelhantes à média nacional. O percentual de mulheres nessas condições ficou em 10,6, superando o de homens, de pouco mais de 8%. Segundo o levantamento, quanto mais elevada a idade, maior a proporção de pessoas com limitações.

Outra abordagem do levantamento do IBGE se referiu ao uso de medicamento, e aponta que 75,4% das pessoas de 60 anos ou mais faziam uso regular ou contínuo de algum remédio receitado por médico. Desse total, 81,1% eram mulheres.

Ainda entre os idosos, 15,5% já tinham sofrido alguma queda nos 12 meses anteriores à entrevista e 34,6% foram diagnosticados com catarata. 

O levantamento traz ainda o perfil de homens em relação à paternidade, como explica a analista do Instituto, Marina Águas, uma das responsáveis pela pesquisa.

A pesquisa foi realizada em parceria com o Ministério da Saúde, com base em amostra de 108 mil domicílios. As informações serão utilizadas para subsidiar a formulação de políticas públicas nas áreas de promoção, vigilância e atenção à saúde do Sistema Único de Saúde.

* Com informações da Agência Brasil.

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