Quem passar pela Estação da Luz, na capital paulista, nessa sexta-feira, vai notar que o relógio que fica no alto da torre do edifício histórico está iluminado em azul.

Em Londres, o relógio mais famoso do mundo, o Big Ben também vai ficar azul.
Na verdade, cidades de vários países vão ficar azuis para marcar o Dia Mundial do AVC.
Os relógios foram escolhidos para mostrar que cada minuto é fundamental na hora de socorrer uma pessoa com AVC, o acidente vascular cerebral.
A neurologista vascular Letícia Rebello explica que nessa hora, cada minuto é medido em milhões de neurônios.
No Brasil, entre janeiro e agosto mais de 18 mil pessoas morreram em função do problema. Um média de 3 pessoas por hora. Mais de 112 mil foram internadas no mesmo período.
O empresário Marcelo Salgado, de Lagoa Santa, em Minas Gerais, está entre as pessoas que foram parar no hospital. Até o começo de agosto ele não sabia nem mesmo que tinha pressão alta.
A ajuda do enteado foi fundamental. Mas depois de 15 dias internado, ficaram as marcas.
Marcelo tem apenas 39 anos e a historia dele mostra que, apesar de as pessoas acima de 65 anos terem mais risco, o AVC pode atingir pessoas de todas as idades, incluindo bebês e crianças.
Pressão alta, colesterol, tabagismo, obesidade e diabetes são fatores que aumentam muito os riscos. E como nem sempre é possível evitar, Letícia ensina como observar os sinais de que a pessoa está tendo um AVC.
Um número que não dá pra esquecer é o do SAMU, o serviço de atendimento móvel de urgência, o 192.
O AVC tem tratamento e ele é feito em hospitais, principalmente nos especializados. Esses tratamentos podem ajudar a reverter grande parte dos danos provocados pelos acidentes vasculares cerebrais.
*Com reportagem de Eliane Gonçalves