Iniciativas inovadoras possibilitaram que a segunda maior cidade do país, o Rio de Janeiro, termine 2023 com a maior cobertura vacinal dos últimos seis anos. Em média, o crescimento foi de 10 pontos percentuais na comparação com 2022, interrompendo a tendência de queda.

Uma das mais importantes delas foi o GeoVacina Rio, uma ferramenta virtual de georreferenciamento das crianças cadastradas nas clínicas da família e nos centros municipais de saúde. Com isso, as equipes podem ver quem não está com as vacinas em dia, e entrar em contato com os responsáveis. Em alguns casos, a vacinação é feita na própria residência. Graças ao programa, apenas 14 das 238 unidades de saúde estão com classificação vermelha, o que indica um percentual de imunização abaixo de 80%. Em algumas áreas da cidade, o incremento de cobertura vacinal foi de mais de 20%.
No caso da vacina pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e haemophilus influenza b, a proporção de crianças com o ciclo completo passou de 76% para 90% em cinco meses. O secretário municipal de saúde, Daniel Soranz, fala da expectativa para 2024.
Outra iniciativa importante foi o programa Vacina na Escola, que aplicou 31 mil doses em mais de 1300 instituições de ensino públicas e privadas em quatro meses. No começo deste ano, também foi inaugurado em parceria com o Governo Federal, o Super Centro Carioca de Vacinação, que funciona todos os dias, inclusive fim de semana, até às dez da noite. Lá, metade das vacinas foram aplicadas fora do horário comercial, o que comprova que muitas pessoas deixam de se vacinar porque não conseguem ir até os postos de saúde durante o dia. Por isso, também foi inaugurado um espaço de vacinação em um shopping, que já aplicou quase 6 mil doses desde outubro e tem o mesmo horário de funcionamento do centro comercial.