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Saúde

SUS incorpora novo teste para detectar câncer colorretal

Teste imunoquímico FIT é usado para pacientes assintomáticos
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João Barbosa - estagiário da Rádio Nacional*
11/08/2026 - 13:44
Rio de Janeiro
Consulta de paciente idosa com médico para doença do cólon, intestino grosso, câncer colorretal , colite ulcerativa, diverticulite, síndrome do intestino irritável, sistema digestivo e cuidados de saúde. Foto: Jo Panuwat D/ Adobe Stock
© Jo Panuwat D/ Adobe Stock

Um novo protocolo para detectar a ocorrência de câncer colorretal será incluída na tabela de procedimentos do SUS. É o FIT, sigla em inglês para definir o teste imunoquímico fecal, que analisa a presença de sangue oculto nas fezes de pacientes homens e mulheres com idades entre 50 e 75 anos.

Mas é preciso atenção, pois o FIT só é indicado para investigar o quadro de pessoas assintomáticas, não sendo recomendado para outros grupos. Ele serve para identificar a presença de pequenas quantidades de sangue invisíveis a olho nu, que podem indicar a presença de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino.

Diferente dos antigos exames do gênero, o FIT usa anticorpos específicos para detectar o sangue, algo que aumenta a sua precisão. Segundo o Ministério da Saúde, a sensibilidade do teste varia entre 85% e 92% para identificação de possíveis alterações. A testagem dispensa restrições alimentares prévias e pode ser feita a partir de uma única amostra.

Entre as vantagens estão o resultado rápido, custo mais barato e praticidade, já que não exige equipamentos automatizados complexos. Cada paciente receberá o kit para coleta em casa. Após a coleta, o material deve ser levado para análise laboratorial e caso houver a presença de sangue oculto, o paciente deverá realizar exames complementares.

Com a inclusão do teste na rede SUS, estima-se que mais de 40 milhões de pessoas tenham acesso a esta forma de detecção precoce deste tipo de câncer, que com exceção dos tumores de pele não melanoma, é o segundo mais recorrente no Brasil. Além disso, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer, ainda estima-se a média de 53,8 mil novos casos a cada ano do triênio 2026-2028.

Segundo o Ministério da Saúde, a colonoscopia ainda é a principal forma de avaliar o intestino, pois permite visualizar diretamente o cólon e o reto, além de retirar pólipos durante o procedimento, evitando que algumas lesões evoluam para o câncer.

*Sob supervisão de Ana Lúcia Caldas

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