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Saúde

Ministério da Saúde pede inclusão de canetas emagrecedoras no SUS

Conitec vai avaliar pedido após redução de 70% no custo dos remédios
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Priscila Thereso - Repórter da Rádio Nacional
25/09/2026 - 08:44
Rio de Janeiro
27/08/2026 - Brasília - As chamadas “ canetas emagrecedoras ” se popularizaram e movimentam uma disputa bilionária entre as farmacêuticas. Ozempic, Wegovy e Mounjaro estão entre as marcas mais conhecidas. Agora, novas opções chegam ao mercado, enquanto a retatrutida, desenvolvida pela Eli Lilly, surge como uma possível próxima geração desses medicamentos. A molécula atua em três vias hormonais e apresentou resultados expressivos nos estudos clínicos. Ainda experimental, a retatrutida não foi aprovada para uso comercial. Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Ministério da Saúde protocolou o pedido de análise para incorporar as canetas emagrecedoras no rol de medicamentos oferecidos pelo SUS.

A análise será feita pela Conitec, Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde.

Segundo a pasta, o número de pacientes com obesidade cresceu de 12% em 2006 para quase 26% em 2024.

O aumento mostra a necessidade de acompanhamento e tratamento da obesidade por longos períodos, com impactos na mortalidade, na qualidade de vida, na produtividade e ainda nos gastos do sistema de saúde.

O pedido destaca que o tratamento da obesidade a longo prazo com canetas emagrecedoras e o preparo dos sistemas de saúde têm amparo em diretriz da Organização Mundial da Saúde.

A OMS entende que, sem políticas deliberadas, o acesso a essas terapias pode exacerbar as disparidades de saúde existentes.

O Ministério também ressaltou que, com a ampliação da concorrência, houve em menos de um ano uma redução de 70% nos custos do medicamento no Brasil.

Até o momento, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no país, sendo 14 delas em 2026.

Em agosto, a Conitec havia rejeitado a inclusão desse tipo de produto justificando o alto impacto financeiro, mas, segundo a pasta, o cenário mudou.

*Com informações da Agência Brasil

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