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Segurança

App popularizado entre gamers vira foco de conteúdo violento

Psicóloga alerta que pais devem acompanhar uso das redes por filhos
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Gésio Passos - repórter da Rádio Nacional
09/05/2023 - 06:50
Brasília
Uso de Smartphone e celular
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Um aplicativo pouco conhecido vem sendo alvo de investigações por ter canais com conteúdos que fazem apologia ao nazismo, racismo, pedofilia e exploração sexual.

O Discord se popularizou para bate-papo de jovens fãs de games, mas vem sendo usado para circular conteúdos violentos. Guilherme Alves, gerente da ONG Safernet, explica como funciona a plataforma.

“É um app como o WhatsApp, onde você tem a possibilidade de entrar em diferentes salas de conversa com amigos ou pessoas que você não conhece. Tem sido onde comunidades violentas vêm surgindo”.

Marilene Souza, psicóloga e professora da Universidade de São Paulo (USP), diz que é importante atenção e diálogo dos pais com filhos crianças e adolescentes.

“Fundamental que pais acompanhem diariamente como os filhos estão entrando nas redes sociais, o que estão vendo. Inclusive há formas de regulação dos pais em relação às redes. É possível ver espelhos das plataformas ou colocar horários, limites para entrada nas redes sociais”.

Marilene também sugere que famílias e escolas proponham atividades que não sejam só por telas de celulares, computadores e jogos, mas principalmente ao ar livre.

“Precisamos, cada vez mais, levar nossos adolescentes e crianças para espaços que não sejam os das telas. E isso é um processo que também o adulto vai precisar passar, porque nós também estamos abduzidos pelas telas. É importante que a gente possa resgatar a necessidade de construirmos outras atividades em espaços abertos, em contato com a natureza”.

Marilene ainda destaca a importância das escolas nesse debate sobre uso de aplicativos envolvendo cada vez mais a participação de jovens. Ela também considera que o poder público e a sociedade civil devem participar, com regulação dos aplicativos digitais.

O projeto de lei que combate as fake news e cria a “Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet” acabou não sendo votado na última semana. O relator do projeto, Orlando Silva, pediu mais tempo para buscar consenso entre a maioria do plenário para aprovação da proposta.

 

*Com produção de Dayana Victor e Salete Sobreira

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