Rio aguarda análise que pode confirmar 22º caso de sarampo no estado

Publicado em 06/09/2019 - 13:04 Por Léo Rodrigues – Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) aguarda a análise que pode confirmar o 22º caso de sarampo nas cidades fluminenses. A suspeita é sobre um paciente que faleceu no município de Petrópolis, na região serrana. A análise, cujo resultado está previsto para a próxima semana, vem sendo conduzido pelo Laboratório Central Noel Nutels (Lacen-RJ), instituição pública estadual.

De acordo com dados informados pela secretaria, os 21 casos de sarampo já registrados neste ano estão distribuídos em quatro cidades. São 12 ocorrências em Paraty, cinco em Duque de Caxias, duas no Rio de Janeiro e duas em Nilópolis. "O contágio dos casos identificados no Rio e em Nilópolis ocorreu em outro estado", informou o órgão, em nota.

Na quarta-feira (4), balanço divulgado pelo Ministério da Saúde revelou que, entre 9 de junho e 31 de agosto, foram confirmados 2.753 casos de sarampo em todo o país, sendo mais de 98% no estado de São Paulo. No  mesmo período, quatro pessoas morraram, sendo três em São Paulo e uma em Pernambuco. Três das vítimas foram bebês com menos de 1 ano de idade.

Causado por um vírus, o sarampo é uma doença infecciosa grave transmitida por via aérea. Os sintomas são febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, coriza e mal-estar intenso. Após um período que varia de três a cinco dias, podem aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas. Quando ocorre na infância, a vítima pode desenvolver pneumonia, encefalite aguda e otite média aguda, que pode gerar perda auditiva permanente. Mesmo entre adultos, a doença pode deixar sequelas e também evoluir a óbito.

Vacina

A prevenção ao sarampo é feita por meio da vacinação. Os imunizantes são assegurados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e estão disponíveis em unidades básicas. O governo federal estabeleceu a prioridade de vacinação de todas as crianças com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, grupo em que a doença pode se tornar letal mais facilmente. Nesse caso, é aplicada a chamada dose zero.

Para as pessoas na faixa entre 12 meses e 29 anos de idade são recomendadas duas doses da vacina. Na faixa de entre 30 a 49 anos, a indicação é de uma dose.  De acordo com a SES-RJ, o estado alcançou no ano passado 95% de cobertura vacinal para o público-alvo.

Edição: Maria Claudia

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