SP: funcionários de instituto de assistência médica pedem reajuste

Em manifestação, eles pedem também fim dos contratos terceirizados

Publicado em 16/07/2020 - 14:57 Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil - São Paulo

Funcionários do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), na Vila Clementino, na zona sul de São Paulo, fizeram hoje (16) uma manifestação em frente à unidade pedindo reajuste salarial, equipamentos de proteção individual, pagamento de gratificações e a não contratação de funcionários terceirizados, além do pagamento de insalubridade devido à pandemia de covid-19.

De acordo com a Associação de Funcionários do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Afiamspe) e o Sindicato os Trabalhadores da Saúde do estado (SindSaúde), a instituição também não está pagando os bônus previstos em lei.

Os funcionários pedem ainda melhoria na qualidade dos equipamentos de proteção individual (EPIs) e o fornecimento desse material também para quem trabalha em setores administrativos, já que pelo menos nove funcionários do hospital já morreram em consequência da covid-19. “Eles não estão pagando insalubridade para funcionários do setor administrativo, que também correm risco de contrair o novo coronavírus, porque têm contato com pessoas de todas as áreas”, disse o diretor da área de comunicação da associação, Walmir Godoy.

O Iamspe, órgão ligado ao governo estadual, informou que, com o surgimento da pandemia de covid-19, contratou, em caráter emergencial, médicos e enfermeiros terceirizados para atender a demanda. “Os contratos têm vigência de 180 dias e o hospital também abriu concurso para contratação de médicos especialistas, com edital aberto para inscrições até 14 de agosto”, diz nota divulgada pelo instituto.

Segundo as informações, desde o início da pandemia, foram adquiridos mais de 6 milhões de EPIs, distribuidos conforme as normas técnicas da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). De acordo com o instituto, no momento, não há registro de falta de nenhum equipamento.

“Sobre as licenças dos profissionais, o critério de insalubridade paga 40% para os trabalhadores da linha de frente e 20% para os profissionais que atuam na área administrativa e de apoio. Os pagamentos estão ocorrendo mensalmente desde o início da pandemia. Já o pagamento de bônus anual era realizado enquanto o Iamspe estava vinculado à Secretaria de Economia e Planejamento de acordo com a Lei 1.079. Em 2019, a autarquia passou a ser vinculada à Secretaria de Governo, não se enquadrando mais nessa lei para o recebimento do benefício”, informou o hospital.

Edição: Nádia Franco

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