Rio: vacinas que ficaram sem refrigeração poderão ser aplicadas

Orientação da Fiocruz é que aplicação das doses ocorra em 14 dias

Publicado em 02/02/2021 - 17:38 Por Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

As 720 doses da vacina CoronaVac que ficaram fora da refrigeração no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) em 24 de janeiro ainda poderão ser aplicadas para prevenir a covid-19, segundo análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A informação foi confirmada hoje (2) pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro. Ambos acrescentam que a orientação do instituto é que essas doses sejam aplicadas em 14 dias.

Segundo a Secretaria de Saúde, o instituto da Fiocruz analisou os relatórios do ocorrido e informações técnicas do fabricante da vacina e considerou que há segurança para o uso. As 720 doses foram recolhidas pela secretaria, que vai redirecioná-las para outra unidade, onde serão aplicadas dentro do prazo estipulado. 

O Ministério da Saúde afirma que as vacinas ficaram fora da refrigeração por causa de uma queda de energia. Em nota, a Superintendência Estadual do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro informa que uma interrupção de energia afetou o prédio e a sala onde as vacinas estavam armazenadas, ocasionando o desligamento das câmaras de refrigeração. 

Procurada pela Agência Brasil, a concessionária de energia elétrica Light, que atende à cidade do Rio de Janeiro, disse que não houve interrupção no fornecimento de energia para o Hospital Federal de Bonsucesso no fim de semana em questão.

A Superintendência do Ministério da Saúde diz que determinou uma investigação sobre os fatos assim que tomou ciência do ocorrido, o que se deu por meio de uma nota informativa enviada pelo Hospital Federal de Bonsucesso em 27 de janeiro. 

Na mesma semana, o ministério exonerou o então diretor do hospital, Edson Joaquim de Santana, em portaria de 27 de janeiro, publicada no Diário Oficial da União. Segundo a Superintendência Estadual do Ministério da Saúde, "a exoneração do ex-diretor do HFB foi em consequência de ajustes administrativos, necessários à melhoria da gestão da Rede Federal".

Edição: Nádia Franco

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