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Cresce o número de foliões e também de furtos durante o carnaval de Brasília

Publicado em 06/03/2014 - 12:47

Por Katiana Rabêlo - Repórter do Radiojornalismo Brasília

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou que os blocos de rua reuniram 40% a mais de foliões que na folia do ano passado. O cálculo oficial é que as festas de carnaval em Brasília levaram 400 mil pessoas para as ruas e para o desfile das escolas de samba este ano.

Brasília - Foliões se divertem no último dia do bloco carnavalesco Galinho de Brasília (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O bloco Galinho de Brasília atraiu milhares de pessoas para as ruas da capital federalMarcelo Camargo/Agência Brasil

Durante os festejos de carnaval, a Polícia Civil registrou 105 ocorrências, incluindo casos de perda de documentos, de furtos e de lesão corporal. A maioria dos delitos aconteceu nos blocos Galinho de Brasília e Raparigueiros. O número de furtos aumentou de 18 no ano passado para 28 em 2014.

Com relação ao número de homicídios, nove pessoas foram mortas no Distrito Federal durante o feriadão, quatro a menos que em 2013. Um dos assassinatos ocorreu no Gran Folia, espaço de shows montado ao lado do Museu da República. Um jovem de 22 anos foi baleado na madrugada de quarta-feira. A polícia ainda tenta identificar o autor do crime.

“É natural, onde há um grupo de 50 mil, 80 mil pessoas, que haja incivilidades. O policiamento foi mais que eficiente e adequado para esse tipo de evento. O que a gente percebe é que grandes aglomerações podem levar as pessoas mais desatentas a terem seus pertences, seus objetos, furtados”, justificou o secretário adjunto de Segurança, Paulo Roberto Oliveira.

A enfermeira Fernanda Alves participou pela primeira vez do Galinho de Brasília. Ela diz que a festa foi animada, mas ficou surpresa com a quantidade de roubos de aparelhos de celular. “A gente observou muito furto, apesar de o efetivo da polícia ser grande. Sempre tinha policial passando e revistando as pessoas. Aconteceram vários furtos na nossa frente mesmo. Eles pegavam os celulares e corriam para o meio da multidão".

Edição: Davi Oliveira

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