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Paraíso do Tuiuti tem estrutura para voltar ao Grupo Especial, diz presidente

  • 10/02/2016 23h37publicação
  • Rio de Janeirolocalização
Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil

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O presidente da Paraíso do Tuiuti, campeã da Série A das escolas de samba do Rio de Janeiro, Jorge Honorato, atribuiu o título ao trabalho unido da diretoria da agremiação e o conjunto do que a Tuiuti apresentou na avenida no sábado de carnaval. “O trabalho foi bem organizado, quem perde é que chora. Nós estamos sorrindo, porque somos campeões”, disse.

paraiso do tuiuti comemora titulo da Série A

Paraíso do Tuiuti já começa preparação para Carnaval 2017, diz presidente Jorge Honorato Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil

Na avaliação dele, a escola, que desfilou com o enredo A Farra do Boi, desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos, não teve apenas um ponto forte e os pontos foram conquistados da comissão de frente à bateria. O presidente garantiu que a Tuiuti tem estrutura para voltar ao Grupo Especial em 2017. “Vamos começar a trabalhar logo para 2017 depois da comemoração”.

Honorato disse que vai reunir a diretoria com a comissão de carnaval para decidir o enredo do ano que vem, mas já garantiu que, em princípio, não há mudanças na equipe. “Não se muda nada por enquanto. Vamos comemorar. Depois é que vamos ver isso”, disse, agradecendo o trabalho do diretor de carnaval, Leandro Azevedo, por ter atingido o objetivo.

Azevedo conta que faz 16 anos que a escola esperava por este campeonato. “Foi um trabalho muito difícil, muito árduo, com muito sofrimento, de madrugada mas vale a pena pela Paraíso do Tuiuti. “A dificuldade é para todo mundo, mas a força de vontade supera tudo”.

Unidos do Viradouro

O intérprete da Unidos do Viradouro, Zé Paulo Sierra, disse que esperava mais do que o terceiro lugar da escola, mas, ainda assim, achou justo o resultado da Tuiuti, embora não veja com bons olhos a diferença de sete décimos que a campeã teve da segunda colocada, a Unidos de Padre Miguel.

Rio de Janeiro - Integrantes da escola de samba Paraíso do Tuiuti comemoram título do Grupo A, que dá acesso ao Grupo Especial no carnaval de 2017 (Vladimir Platonow/Agência Brasil)

 Integrantes da escola de samba Paraíso do Tuiuti comemoram título do Grupo A, que dá acesso ao Grupo Especial no carnaval de 2017 Vladimir Platonow/Agência Brasil

“Eu vi um desfile mais equilibrado. No grupo especial foi de um décimo e a gente não vê tanta diferença assim. Mas faz parte do carnaval. Alguém tem que ganhar e ganhou a Tuiuti. Ano que vem é rever o que houve de errado e fazer um desfile bacana para tentar o acesso novamente”, disse.

O presidente da Acadêmicos do Cubango, Olivier Luciano Vieira, o Pelé, esperava estar pelo menos entre as três primeiras classificadas, mas como isso não ocorreu, agora, é trabalhar para recuperar os pontos perdidos. “A nossa guerra vai continuar. Nós não morremos, estamos na batalha. Perdemos uma luta, mas não perdemos a guerra. Vamos continuar lutando para recuperar a dignidade do carnaval carioca”.

Pelé não concordou com as notas iguais às que a Caprichosos de Pilares recebeu em alguns quesitos. “A única queixa minha é em fantasia e em alegoria, porque a gente não podia tirar uma nota igual a da Caprichosos de Pilares. Eu levei fantasia, não deixei de levar. Eu levei alegoria, não deixei de levar. Então as notas não foram justas em alegoria e fantasia. Deixou de apresentar [a Caprichosos de Pilares entrou na avenida com fantasias e alegorias incompletas] e tirei uma nota igual, então, é melhor também não apresentar porque vou tirar uma nota melhor”, criticou.

Lierj

O presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Lierj), Déo Pessoa, criticou a diretoria da Unidos de Padre Miguel que se retirou do Sambódromo, logo após o resultado da apuração no Sambódromo.“A atitude da escola a gente vai discutir internamente. Isso é feio, falta de prestígio. A gente deu toda a estrutura para eles construírem o carnaval. Isso aqui não é bagunça”, disse.

Segundo o presidente, o regulamento não prevê punições para este tipo de caso. “No regulamento não constava nenhum tipo de punição, porque a gente nunca imagina que uma pessoa ou uma instituição vai ser tão deselegante a este ponto de não aceitar a derrota. A gente está em uma disputa. Erros podem haver, mas a gente tem que saber ganhar e perder”,

Déo Pessoa se ressentiu do esquema de ascensão das escolas da Série A para o Grupo Especial. Na avaliação dele, não deveria ter apenas uma vaga. “Se nós tivéssemos duas ou três escolas subindo ao Especial, a gente teria as que estavam bem cotadas pelo ranking do que foi apresentado aqui no sábado, mas infelizmente é só uma e vai ter sempre as demais reclamando a perda do resultado”, contou.

O presidente acrescentou que já levou a reivindicação à Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), responsável pelo Grupo Especial, mas ponderou que para isso ocorrer é preciso que as escolas da Série A estejam melhor estruturadas.

Edição: Fábio Massalli