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Conheça a história do Homem-Aranha que se apresenta no carnaval de Olinda

Publicado em 26/02/2017 - 17:15

Por Sumaia Villela – Correspondente da Agência Brasil Olinda (PE)

Um dos personagens mais aguardados durante o domingo de carnaval em Olinda, o Homem-Aranha, que desce de rapel a caixa d’água do Alto da Sé durante a concentração do bloco Enquanto Isso na Sala da Justiça, fez uma carreira bem-sucedida de super-herói a partir de uma brincadeira iniciada há nove anos.

Aos 45 anos, Jall de Oliveira, ator e cerimonialista, conta que sempre foi aficionado pelo Homem-Aranha. “Eu queria sair fantasiado de super-herói no bloco e, como sou fanático pelo personagem, resolvi fazer minha fantasia”, lembra. No início, a brincadeira era simples e, com o sucesso de público, evoluiu para as acrobacias na caixa d’água.

Ele conta que, ao longo dos anos, teve de se capacitar. “Eu subia no muro morrendo de medo de cair. Depois fui me aprofundando mais, treinando, fazendo rapel, escalada, tudo para encarnar o personagem”, afirma o ator.

A equipe de uma empresa especializada em atividades em altura se dedica, junto ao ator, para realizar o espetáculo.

Além de Homem-Aranha para o período carnavalesco, Jall passou a vestir o personagem em festas infantis e gerar uma renda extra. Ele garante que toda semana tem agenda e leva a função a sério. “Tem que ter toda uma performance voltada para o personagem, para a criança sair da festa ou daqui mesmo jurando que viu o Homem-Aranha.”

Apesar do sucesso, neste ano, por pouco o super-herói não apareceu. A empresa Sinallider, que explora o elevador da caixa d’água para visita de turistas à vista panorâmica do topo do prédio, entrou na Justiça para impedir a performance. A companhia alegou que tinha prejuízo financeiro com o espetáculo porque o elevador ficava fechando durante um tempo e conseguiu uma liminar barrando a performance.

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), dona da caixa d’água que tem o convênio com a empresa, e os responsáveis pelo show acabaram achando uma brecha na decisão e, em vez de usar a estrutura do elevador, fizeram o espetáculo na lateral do prédio. “A gente ia subir como turista pelo elevador, pagando, mas ele fechou hoje. Aí nos deu a liberdade para subir pelas laterais”, conta o Homem-Aranha.

Edição: Lílian Beraldo

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