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Vila Isabel aborda o futuro das descobertas e invenções na Sapucaí

Agremiação trocou de coreógrafo da comissão de frente no mês passado e

Publicado em 10/02/2018 - 08:15

Por Cristina Índio do Brasil - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

Detalhe de uma alegoria da escola de samba Unidos de Vila Isabel em 2018

Detalhe de uma alegoria da Vila Isabel sobre as invenções e o futuroCristina Índio do Brasil/ Agência Brasil

Com o enredo Corra que o futuro vem aí, a Unidos de Vila Isabel vai para a Avenida Marquês de Sapucaí no domingo (11) abordando descobertas e invenções. “De onde viemos? Aonde vamos? Como escolher o futuro que queremos? A Vila Isabel quer traçar uma trajetória de descobertas e invenções que nos trouxeram até aqui. E que podem nos levar ainda mais longe”, aponta a sinopse do carnavalesco Paulo Barros.

O carnavalesco propõe ainda uma viagem com a escola de Noel, como costuma ser chamada, por ser do bairro onde nasceu compositor Noel Rosa, na zona norte da capital fluminense. “Depressa, tomem seus lugares. Preparados? A Vila vai partir! Vamos saber, juntos, o que ainda somos capazes de construir”, diz o samba-enredo da agremiação.

Paulo Barros, que no ano passado conquistou o título de campeão na Portela, tem na Vila a parceria do carnavalesco Paulo Menezes, que conversou com a Agência Brasil para a série de reportagens sobre os preparativos para os desfiles das escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro. Confira as demais matérias. “Na verdade, a gente não vai propor um futuro, a gente vai falar do futuro olhando para o passado e mostrando tudo aquilo foi criado e inventado para se pensar no futuro, porque o passado um dia já foi futuro”, disse Menezes.

Os dois carnavalescos são amigos há muito tempo e dividiram bem as funções dentro do barracão. “Não tem preocupação com egos e com melindres. É o que a gente acha que é mais legal. Não importa se é ideia de um ou de outro. O que importa é o mais legal para o projeto. A bagagem nossa acaba sendo maior. Eu tenho umas características e ele tem outras. Ele acaba se apropriando das minhas e eu das dele e depois, daqui para frente, vai melhor para cada um, porque a gente amadurece”, completou.

Menezes adiantou que o desfile não será uma ordem cronológica, mas vai partir da descoberta do fogo, que gerou outras invenções. “A partir do momento em que o homem descobre o fogo, descobre a luz e consegue iluminar os caminhos e a vida. A partir daí, o mundo começa a ter uma outra trajetória: passa pela invenção da roda, da lâmpada, do telefone, da escrita, do cinema, da televisão, enfim, falamos sobre tudo aquilo que foi importante para o desenvolvimento do homem”, contou.

O carnavalesco apontou os momentos do desfile que devem chamar mais atenção. “Acho que a abertura da escola é muito impactante. Adoro o quinto carro, que é o da evolução do homem no espaço. É um carro que tem uma tecnologia diferente e eu aposto muito. É o que eu mais gosto e o que pode vir a causar mais impacto."

Paulo Menezes, carnavalesco da Unidos de Vila Isabel, espera grande surpresa do público quando a escola entrar na avenida

Paulo Menezes, carnavalesco da Unidos de Vila Isabel, espera grande surpresa do público quando a escola entrar na avenidaCristina Índio do Brasil/ Agência Brasil

Troca de coreógrafos

Faltando bem pouco para o carnaval, Paulo Barros não estava satisfeito com a proposta de apresentação da comissão de frente da escola que estava sendo preparada pelo casal de coreógrafos Leo Senna e Kelly Siqueira e convidou, no meio de janeiro, o coreógrafo Alex Neoral para assumir o projeto. “Ele disse que ia me fazer uma proposta indecorosa”, disse Neoral, lembrando, que a preparação da comissão de frente precisa de tempo, para decidir quais serão os elementos usados na apresentação e ainda para ensaiar os integrantes.

Quando recebeu a proposta, Alex pretendia ficar um pouco afastado do carnaval. Em dezembro, tinha sido dispensado da Unidos da Tijuca, onde trabalhava. Mas o coreógrafo não conseguiu rejeitar o desafio proposto por Paulo Barros, com quem tinha vontade de trabalhar há muito tempo. “Acredito que fui muito mais pela vontade de trabalhar com o Paulo e pela admiração que eu tenho por ele. Então fiquei tentado a trabalhar com ele. Bacana a gente estar perto de pessoas inquietas. Pessoas que estão olhando para frente, com vontade de arriscar e trazer coisas novas. Vejo isso no Paulo e quero estar perto dele para a gente juntar a mesma filosofia artística”, contou.

Com apenas cerca de 15 dias para preparar tudo, Alex considera que a primeira parte do trabalho está feita. Agora, é esperar o momento do desfile. Ele disse que precisou reformular tudo e partir do zero, manteve apenas a ideia do personagem central, que não quis adiantar. “ Ainda não posso dizer, mas é um personagem só, visionário. Está bem interessante. É um personagem bem poético e me envolvi muito com ele. Acho que o mundo precisa saber quem foi este personagem, que você vai saber domingo”, comentou sorrindo e sem revelar a surpresa.

O futuro, segundo Martinho

Para o compositor e cantor Martinho da Vila, que está completando 80 anos e é uma das figuras mais importantes da escola, o futuro que a Vila vai apontar na avenida é de amor e esperança. “O futuro só pode ser de amor e esperança, para continuar trilhando o caminho, só com muito amor e acreditando que tudo dá certo”, pontuou Martinho.

Edição: Lidia Neves

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