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CPI da USP é instalada na Assembleia Legislativa de São Paulo

  • 17/12/2014 15h52publicação
  • São Paulolocalização
Elaine Patrícia Cruz - Repórter da Agência Brasil

A comissão parlamentar de inquérito (CPI) criada para investigar denúncias de violações na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e demais universidades paulistas, foi instalada hoje (17) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

O deputado Adriano Diogo (PT), que propôs a criação da CPI, foi escolhido para presidi-la. A vice-presidência ficou com a deputada Sarah Munhoz (PCdoB) e a relatoria, com o deputado Ulysses Tassinari (PV).

A CPI da USP, como é conhecida, deveria ter sido instalada ontem (16), o que não ocorreu por falta de quórum. Apenas quatro dos nove deputados que compõem a comissão estiveram na sessão de ontem, e são necessários cinco para formar quórum. Por isso, a instalação foi remarcada para hoje e teve a participação de oito dos nove deputados membros.

Além de Adriano Diogo, Sarah Munhoz e Ulysses Tassinari, estiveram presentes os deputados Marco Aurélio (PT), Carlos Giannazi (PSOL), Bruno Covas (PSDB), Jorge Caruso (PMDB) e Carlos Bezerra Jr. (PSDB). O único ausente foi José Bittencourt (PSD).

Durante a primeira reunião da CPI, os deputados votaram alguns requerimentos como, por exemplo, os nomes das pessoas que serão convocadas para prestar depoimentos. Entre elas, o diretor da Faculdade de Medicina da USP, José Otavio Costa Auler Junior.

Por aprovação dos deputados, a única pessoa que não será convocada, mas convidada a prestar depoimento, é o reitor da USP, Marco Antonio Zago, o que retira a obrigatoriedade de participação na sessão – sua ida é opcional. Os parlamentares decidiram que os trabalhos da CPI prosseguirão  durante o recesso legislativo, que todos os reitores de universidades de São Paulo sejam comunicados sobre a instalação da comissão e que eles comuniquem todos os casos de violações e abusos ocorridos nas faculdades ou universidades.

Uma dificuldade da CPI é que apenas três dos nove deputados (Carlos Bezerra Jr, Jorge Caruso e Carlos Giannazi) foram reeleitos para a próxima legislatura da Alesp. Os deputados que não continuarão na Casa, em 2015, no entanto, participarão da comissão até março. Como o prazo de duração da CPI é 120 dias, podendo ser prorrogado por mais 60 dias, depois de março os líderes dos partidos indicarão novos nomes.

Os trabalhos da CPI prosseguem nesta quinta-feira (18), a partir das 14h30.

Edição: Stênio Ribeiro