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Projeto em estações de trem busca ajudar vítimas de violência doméstica no Rio

  • 02/03/2015 12h48publicação
  • Rio de Janeirolocalização
Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

Diretora-executiva do Banco Mundial, Sri Mulyani Indrawati, participa do lançamento do programa Via Lilás. Projeto em estações de trem que busca ajudar vítimas de violência doméstica no Rio (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Lançamento do programa Via Lilás. Projeto em estações de trem que busca ajudar vítimas de violência doméstica no RioTânia Rêgo/Agência Brasil

Um projeto do governo estadual do Rio de Janeiro, em parceria com o Banco Mundial, vai ajudar mulheres vítimas de violência doméstica e oferecer creches públicas em estações de trem da região metropolitana. O projeto Via Lilás foi lançado hoje (2) na estação de trem de Bonsucesso, na zona norte da capital.

Em 14 estações haverá terminais de computador disponíveis para prestar informações às mulheres sobre violência doméstica, como legislação, dados sobre a rede de saúde e formas de denunciar esse tipo de crime.

Também serão criadas duas casas Lilás, na Pavuna, na zona norte do Rio, e em Nova Iguaçu. Esse espaço oferecerá cursos, atividades culturais, atendimento jurídico e de saúde. Também está prevista a instalação de quatro creches, que serão administradas pelas prefeituras do Grande Rio, próximas a quatro estações ferroviárias.

Danusia Tomaz, vítima de violência doméstica, preside a Associação de Moradores do Morro do Adeus, no Complexo do Alemão, na zona norte da cidade. “Eu já sofri violência com meus primeiro e segundo maridos. Cinco meses atrás, fui vítima mais uma vez, mas dessa vez eu denunciei. Não tive vergonha de denunciar. e as mulheres não têm que ter vergonha nenhuma. Eles têm que ser punidos. A gente não pode ficar a vida inteira apanhando.”

A diretora executiva do Banco Mundial, Sri Mulyani Indrawati, disse que o Brasil tem hoje a melhor lei contra a violência doméstica do mundo, a Lei Maria da Penha, mas ressalou que ainda há um longo caminho a percorrer na equidade de gênero, já que as mulheres ainda recebem os menores salários e têm taxa de desemprego mais alta.

Edição: Denise Griesinger